sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Saudade





Saudade!
Palavra complexa, amplexa, misteriosa
Sentida, sofrida, magoada
Palavra que dói, triste, resignada

Saudade!
De ti, que já partiste
Para um mundo além deste mundo
De ti, que estás presente no meu coração
Embora ausente do meus olhos chorosos
De ti, vida que não viveste
Entre sonhos que bem sonhaste
De ti, sempre de ti, menina
Que não o foste

Saudade!

De olhos rasos
Escrevo saudade!

Maria Antonieta Oliveira
27-01-2017

domingo, 22 de janeiro de 2017

Não Partas Sem Mim






Nunca me deixes amor
Não quero ficar só, sem ti
Quando partires, leva-me contigo
E ficaremos para sempre num só abrigo.

A solidão já me cansa
Só, comigo, sempre só, comigo
E tu onde ficas, amor?!
Na minha mente e no meu coração
Mas ausente na multidão.

Não partas sem mim, amor
Nunca me deixes, por favor.

Maria Antonieta Oliveira
22-01-2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Malícia




Maliciosamente a minha mão desliza
Pelas tuas coxas abertas à paixão
Entregas-te a mim
Saboreias os seis hirtos ao amor
Num suave carinho de loucura
Entrego-me a ti
E, nesta entrega de volúpia
Consumamos o sonho e o prazer
De nos termos por inteiro.

Maria Antonieta Oliveira
21-01-2017


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Olho-te





Olho-te em silêncio
No silêncio do meu espaço
Sorris para mim
Na moldura do retrato da parede
Aninho-me em teus braços
Como se isso ainda fosse possível
E sinto-me protegida
Resguardada de tudo o que existe
No mundo que me rodeia
Adormeço em ti
No calor do teu corpo já partido
Neste sonho impossível
De voltar a te ter.

Olho-te em silêncio
No silêncio do meu espaço.

Maria Antonieta Oliveira
20-01-2017

Deixei de Existir






Fechei a janela ao tempo
Aferrolhei o coração no baú da vida
E sentei-me à lareira do destino.
Agasalhei-me no abraço do caminho
E recostada na manta da saudade
Adormeci no sonho da felicidade.
A noite foi longa, sem fulgor
A manhã acordou cedo demais
O sol preguiçoso nem espreitava
E eu, sonolenta deambulava.
Nas ruas amargurada já exausta
No limbo do meu sentir
Deixei de existir.

Maria Antonieta Oliveira
20-01-2017



sábado, 7 de janeiro de 2017

No Fim da Linha





No fim da linha ei-de encontrar
O teu sorriso feliz à minha espera
No trono da paz sentada me aguardas
De braços abertos ao carinho
E um longo beijo de amor verdadeiro
Sentido e vivido no tempo que tivemos
Também tu, me aguardas, lá no fim
De largo sorriso matreiro
Um olhar doce e atrevido
Estendes-me a perna para que me sente
Já não te doem os joelhos cansados
Soltamos risos e dançamos o raspa
Como nos tempos de outrora, em miúda
Tu, olhas-nos e sorris feliz

Lá, no fim da linha ei-de encontrar-vos
E seremos felizes.


Maria Antonieta Oliveira
06-01-2017


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Sem Nexo... Com Sexo






Sem nexo
com sexo
abraço-te
beijo-te
acaricio-te

Sem nexo
com sexo
sinto o teu corpo no meu
abraças-me
beijas-me
acaricias-me

Sem nexo
com sexo
pensamentos lascivos
sonhos delirantes

Sem nexo
com sexo
desnudos de tudo
amamo-nos.

Maria Antonieta Oliveira
05-01-2017

domingo, 1 de janeiro de 2017

Renascida





Vestida de branco
e adornada de verde esperança
renasço para o mundo
Crisálidas esvoaçantes
ornamentam o caminho a percorrer.
Soltam-se as vozes do rio a correr
rumo à foz que o aguarda
nas margens de um futuro por viver.
Lá longe ecoam os sons do silêncio
em que vivo e medito
em sentimentos soltos de saudade.

Renascida,
abro os braços ao sol
para que me aqueça o coração
e me dê o calor de um amanhã sorridente.
Caminho ao luar que me acompanha os passos
no despertar de um sonho feliz
e sorrio ao novo mundo por descobrir.
Sou luz, e sol, e lua
Sou paz, e solidão, e tua
Numa realidade inconstante
terei a felicidade, quiçá, distante.


Maria Antonieta Oliveira
01-01-2017
1 h 43 m


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mais Um Ano





Com o sabor do sol
Adormecendo e acordando
Com o som da água
Caindo e se transformando
As pétalas nascem e se renovam
Os campos se vestem e despem
A natureza muda de cor
O mundo renasce a cada dia.

Com o vento que leva a fuligem
Das noites por dormir
Com a maré que se espraia
Nas praias da vida
Assim os anos passam e se renovam
Com boas e más recordações
Com momentos inolvidáveis
E outros menos agradáveis

Saudades de 2016?!
Sim, talvez!
Sonhos para 2017?!
Sim, muitos!

Que Deus esteja em cada passo
Em cada esquina
Em cada degrau escalado
E será um ano de felicidade
De amor e fraternidade.

Maria Antonieta Oliveira
30-12-2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Tons Mouriscos







Sonharei em tons mouriscos
De um castelo encantado
Onde um dia morámos
Amámos e fomos felizes
Entre ameias e folhagem
Beijos e carinhos, trocámos
Na candura e pureza da juventude
Sonhos e ambições, partilhámos.

Sonharei como sonhava então
De afagos e mão na mão
Caminharmos sem destino
Na incerteza desse caminho
Seguirmos a estrela da vida
Encontrarmos uma gruta perdida
E dela fazermos nossa guarida
Vivendo o sonho só nosso.

Sonharei em tons mouriscos
E dormirei feliz.

Maria Antonieta Oliveira
27-12-2016







quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Poema de Natal






Queria escrever um poema de Natal
Só para ti,
que fosse só teu
só nosso.

Que dizer que já não fosse dito?!
Paz, amor, saúde, felicidade,
harmonia entre a família
E nós onde ficamos?
A nossa felicidade
fica na eterna saudade
na paz do amor ainda sentido
nos sonhos por sonhar
e na vida por viver.

Mas, eu queria escrever um poema de Natal
Só para ti.
que fosse só teu.
só nosso!

Nesse nosso poema de Natal
o menino Jesus nos traria
mais dias de felicidade
entre horas de saudade.
Seriamos eternos enamorados
Na magia dos deuses viveríamos
No calor do amor sonharíamos
Seriamos um só poema
no Natal do menino Jesus.




Maria Antonieta Oliveira
22-12-2016



sábado, 17 de dezembro de 2016

Amor Sem Tempo






O amor não tem dia nem hora marcado
Acontece a qualquer momento
Não avisa nem pede licença
Entra e acomoda-se a seu jeito
Usa e abusa das linhas do coração
Faz sorrir e chorar sem limitações
Doe de prazer e emoção.

O amor é vadio e traidor
É um caminho imperfeito
Que corre ao seu jeito
Sem dó nem piedade
Num coração fragilizado
Carente e solitário
Inocentemente apaixonado.

O amor não tem dia nem hora marcado.

Maria Antonieta Oliveira
17-12-2016



A Vida é Uma Fantasia






A vida é uma fantasia
Uma irrealidade bem real
Um sonho por sonhar
Um viver indiferente
À vida que passa de repente
É uma incógnita permanente
A vida é um desespero
É um mundo por inteiro
Que cai e desmorona
Que destrói e pressiona
Maltrata e beneficia
A vida é uma eterna fantasia.

Maria Antonieta Oliveira
17-12-2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Gaivota Perdida



Abri a janela do mar
No parapeito uma gaivota veio pousar
Perguntei-lhe pelos meus entes queridos, já partidos
Se nas estrelas os podia encontrar
Na bruma dos dias paridos cinzentos
Ou no sol da vida vivida passada
Sorriu-me feliz e voou nas asas do sonho.

Uma fraga atrevida veio à praia morar
Nela trazia escondida a vieira da paz e da vida
Sorri-lhe feliz e saudosa, perguntei
Onde encontrar os carinhos e os beijos
Daqueles que amo e perdi no tempo
Olhou-me, com voz de trovão acelerou
E partiu para o outro lado do mundo.

Sentei-me na rocha esquecida e meditei
Coração traidor, sofrido
Amores passados, vividos
Saudades, remorsos, sonhos, ilusões
E, sem me aperceber estava ao meu lado
A gaivota perdida no espaço.

Maria Antonieta Oliveira
09-12-2016

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Lágrimas








Dá-me uma lágrima do teu sorriso
E chorarei contigo
Entre lágrimas e sorrisos nossos
Seremos felizes
Põe a tua mão na minha mão
E caminharemos juntos
Olha os meus olhos nos teus
E encontraremos o caminho
Seguiremos a linha do coração

A ténue sombra das margens soltas
Sobrepõe os sonhos do limbo
Num fim sem fim por viver
Num insano compasso descompassado
Recuo entre muros de pedras soltas
Partilho sentires proibidos
Caminhos secretos só meus
Sentindo e amando
Vivendo e sofrendo

Dá-me uma lágrima do teu sorriso
E chorarei contigo.

Maria Antonieta Oliveira
08-12-2016


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sorrio Chorando






Num sorriso perdido entre lágrimas
se faz o meu caminhar
do sal deste mar que me consome
vivo o dia que passa sem rasto.

Caminho sozinha nos sonhos que sonho
Vagueio no mundo sem destino certo
Me encontro, me perco e continuo
Os dias são longos nos anos perdidos
O tempo voa no espaço
E no espaço percorrido verto sentires.

A cabeça dói
O coração sofre
A alma chora
E eu
Quero desistir.

Maria Antonieta Oliveira
02-12-2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Não Quero Mais Natais








Não quero mais natais
Nem mais anos para viver
Cansei!
Estou cansada de mim
De ti, de nós.

Os dias passam e eu passo nos dias
A vida já nada me diz
Já não me surpreende
Já nada me dá
Tudo o que desejei, tive, sem ter
Tudo o que desejo, já não tenho
Sonhos estão desfeitos
Tudo me impede
Tudo me destrói
Nada me acalenta
Já não sou eu.

Se as forças me ajudassem
O amanhã não seria um novo dia.
Hoje, seria o fim de tudo o que vivi sem viver.

Maria Antonieta Oliveira
01-12-2016


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tenho Medo






Tenho medo
Dos dias em que não te tenho
Tenho medo
Dos beijos que te não dou
Tenho medo
Dos desejos que sinto em mim
Tenho medo
De perder o que jamais tive
Tenho medo
De ser o que não quero
Tenho medo
Do amanhã sem ti
Tenho medo
Da vida sem vida que vivo
Tenho medo
De mim quando tu não estás
Tenho medo
Da escuridão da noite
Tenho medo
Dos dias frios de inverno
Tenho medo
De ter medo de mim.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016

Pérola Prometida





Apalpo o caminho que me tolhe os passos
E sinto-me presa à solidão do tempo
Que me consome e ofusca os dias
Que me dói e acalenta devaneios
Quero viver sorrindo à vida
Desinibida e solta no destino
Sem freios nem medos desmedidos
Com fé e esperança no sol que me aquece
Com sorrisos banhados de certezas.

Quero ser a pérola prometida
À vida da vida que passa por mim.
Quero viver na cúpula dos sonhos
Na terra onde piso
o caminho que me tolhe os passos.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016


Somos






Sou tua nas roupas que me vestes
Sou tua quando me despes
Sou tua quando me beijas e abraças
Sou tua quando me amas na cama
Sou tua quando me olhas nos olhos
Sou tua quando me sentas em ti
Sou tua quando me sonhas e te sonho.

Sou tua, és meu, somos nossos
Nos sonhos que ambos sonhamos.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Saudades Tuas





Sinto saudades tuas
Nas noites longas em que estou só
Saudades do teu corpo doce e quente
Dos teus beijos longos e molhados
Nesta ausência que me dói e mata
Sinto saudades tuas.

Ao longe vejo o mundo passado
Tão perto de mim, tão perto de nós
Vivências de dias felizes
Momentos jamais esquecidos
Tão nossos, tão nossos e tão bons
Ansiados num desejo sem fim.

A solidão faz-me companhia
Nos serões destas noites frias
Aqui e além vejo o teu rosto sorrindo
Nas sombras caiadas das paredes alvas
Abraço-te em sonhos desmedidos
E vivo, e sofro, e caminho contigo.

Sinto saudades tuas, amor.

Maria Antonieta Oliveira
28-11-2016



domingo, 20 de novembro de 2016

A Flor do Amor





Olho a flor que me deste
Já murcha e ressequida
Mas ainda com o teu cheiro
Nela vejo o teu sorriso
E sinto o prazer do teu olhar

Ouço a chuva que cai no beiral
Também dos meus olhos a chuva cai
Salgada como a água do mar
Fria como frio está o meu coração
Lá fora o tempo parece parar
No meu peito o tempo voa demais
Quero com ele voar e pousar
Naquele braço de mar
Que conduz ao luar do amor.

Aquela flor sem brilho
Olha-me de frente
E eu de repente estremeço
Quase não me reconheço
Mas conheço o odor
Nas pétalas esquecidas
Da vida já passada.

Sem vida
A flor do amor
Com vida
O amor em flor.

Maria Antonieta Oliveira
20-11-2016


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Jazia No Chão






Junto ao candeeiro jazia no chão
Qual folha de outono soprada p’lo vento
Descalça, sem tecto
Desnuda, sem leito
Um corpo franzino
de ossos carcomidos
vencidos pela fome.
Guerreira num mundo sangrento
Outrora flor de um jardim feliz
Agora ruína, destroçada, infeliz.

Na luz ténue
Adormecia e sonhava
Ser flor renascida
na primavera da vida.

Maria Antonieta Oliveira
18-11-2016

Na Magia da Noite




A noite caiu na plenitude do meu ser
E lembro-me de ti
Sinto saudades do ontem perdido
Ouço a tua voz cantante
No silêncio do meu quarto
E lembro-me de nós
Na sombra da parede defronte
Vejo o teu rosto sorrindo
E sorrio para ti
Abraço a almofada esquecida
Na penumbra da noite
E sinto-me feliz
Como se te abraçasse a ti, amor.

Na magia da noite
Vivo o sonho de te amar
E assim, adormeço em nós.

Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mente Baralhada





De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada
Onde me esperam desvios e desatinos
Incertos trilhos e destinos esquecidos
Na frondosa floresta, me perco
Nem sol nem lua me acompanham
Sinto-me só, desesperadamente só
Procuro conforto no silêncio das árvores
No manto das nuvens encontro o calor
Que aquece o meu coração magoado
Sofrido e gelado na esperança vã
De um amanhecer sorridente e caloroso
De um amanhã em que me reencontre
Em que saiba como ser feliz sem sofrer.
No brilho das estrelas encontro a paz
Tão curta e ligeira como a felicidade do momento
O momento que passa e deixa saudade
Saudade traiçoeira, matreira e ingrata
Que magoa e faz chorar um coração empedernido
A chuva que cai impiedosa limpa meu ser pecador
Dos meus olhos tristes correm lágrimas de sal
E sofro, e choro, e grito, e imploro
Perdão!
Perdão, meu Deus!
Perdão!

De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada.

Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sou Lua






Sou lua que parte
Para destino incerto
Sou nuvem sou sol
Sem rumo sem tecto
Sou lua escondida
Espreitando a vida
Da onda gigante
Que passa galopante
Sou lua despida
De tudo e de nada
Brilhando no mar
Deixando saudade.

Sou lua!
Sou Tua!

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016




domingo, 13 de novembro de 2016

Quando Eu Morrer




Quando eu morrer
Na volta da vida
Vou ser o que quero
Viver os meus sonhos
Ser livre e voar
Dançar na noite
Cantar ao luar
Caminhar ao sol
Ouvindo o teu canto
O teu marulhar

Não quero pensar
Na mente dos outros
Não quero pisar
O caminho certo
Não quero fazer
Tudo o que é correcto
Não quero, não quero
A prisão da vida
Quando eu morrer
Quero ser esquecida.

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Espelho






Olhei-me no espelho da alma
E vi a menina magricela de outrora
Triste e desanimada com a beleza
A menina amada pelos meninos
De olhares inocentes e puros

A menina introvertida
Sem nenhuma amizade
Sem sonhos para viver
Sem vida para sonhar
Fechada na janela aberta para a rua.

Olhei-me no espelho da alma
E fiquei triste por mim.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016




Saudades Tuas





Deposito meu corpo na cama fria
Minhas mãos tateiam os lençóis alvos
Dedo a dedo, palmo a palmo, e nada encontram
Estendo os braços para o lado
E tu não estás para me abraçar

Recordo teu olhar doce e terno
Tuas mãos macias percorrendo o meu corpo
Os teus lábios carnudos beijando os meus
Recordo-te no meu imaginário
Nos meus sonhos perdidos.

Recordo-te
E sinto saudades.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016


Ao Acordar




Amanhã ao acordar
Beijo os teus lábios amor
Cuido de ti com fervor
Dou-te abraços com carinho
Enamoro o teu olhar
Fico presa no teu abraço
Gozando o brilho do sol

Amanhã ao acordar
Vou sentir o teu calor
Olhar teus olhos brilhantes
Abraçar teu corpo sequioso
Pelo meu do teu desejoso
Embrenhada de prazer
Inebriada de sonhos.


Amanhã ao acordar
Vou ser feliz, amor.

Maria Antonieta Oliveira
17-04-2016