Luzes
brilhantes, gritos
Alegria
no ar
Sons
estridentes
Estrelinhas
imaginárias
Amizade,
união
Famílias
em comunhão
E
Dois
velhos solitários
Brindam
o novo ano.
Maria
Antonieta Alentado Oliveira
01-01-2024
O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
Luzes
brilhantes, gritos
Alegria
no ar
Sons
estridentes
Estrelinhas
imaginárias
Amizade,
união
Famílias
em comunhão
E
Dois
velhos solitários
Brindam
o novo ano.
Maria
Antonieta Alentado Oliveira
01-01-2024
Estou
desiludida!
Eu
sei que já não sou da família, mas para mim, será sempre da minha família,
embora o nosso sangue seja diferente. Eu sei, que são quatro e não seis, mas
também sei, que amanhã estará aqui connosco, porque para mim isso faz sentido, é
o pai dos meus netos, mas nós, já nada somos, apenas uns velhos que de vez em
quando fazemos falta e estamos, estamos sempre cá.
Talvez
esta minha desilusão esteja mais sentida, porque estou mais frágil, muito mais
frágil, quem te viu e quem te vê. Enfim, desta vez fui eu, Deus quis pôr-nos à prova
e tu, provaste que eras capaz, tal como eu fui quando precisaste de mim.
Um
AVC isquémico, mas que deixou marcas fortes, uma depressão, uma grande
depressão, e, de um dia para o outro deixei de saber fazer quase tudo, até de
andar, de escrever o meu próprio nome, comecei a cair com facilidade, sem poder
virar a cara, pois esse era um dos pontos fracos para a queda, passinhos de
bebé e pela mão de alguém, andar para trás em vez de andar para a frente,
desorientação e perda. Dois meses de medicação e REIKI e estou quase como era. Muito
esquecida, sim, estou muito mais esquecida, mas enfim, se for só isto, está tudo bem.
Obrigada
meu amor, que me ajudaste em tudo.
Obrigada,
minha Nossa Senhora de Fátima que de novo ouviste as minhas preces.
Obrigada,
meu Deus, pois sem vós, se calhar já não estaria a escreves estas palavras.
Obrigada!
Obrigada!
Obrigada!
24-12-2023
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
Não
sei dizer palavras caras
Daquelas
que nem todos entendem
Os
meus pais eram pobres
Só
me ensinaram humildade e respeito
Palavras
simples mas honestas
Tal
como eles eram
Não
tenho “canudos” de doutores
Esses
ficaram para os médicos
Que
tanto trabalho tiveram comigo
Nem
canudos nos cabelos
Sempre
foram lisos, escorreitos
As
minhas palavras simples
As
que todos entendem
Saem
do coração
Ditadas
pela alma sentida
Estas
são verdadeiras
São
as minhas
Simples
e humildes
Como
me ensinaram a ser.
24-12-2023
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
Não
me peçam para ser boa
Estou
farta de ser palhaço
Todos
felizes, ou talvez, como eu, a fingir
Feliz?!
Felicidade?!
Não
sei o que isso é!
Nunca
fui feliz!
Abraços
desabraçados
Beijos
por beijar
Sorrisos
falsos
Palavras
elogiosas sem sentido
Tanta,
mas tanta falsidade
Somos
cinco, ou seis, depende
Apenas
e mais ninguém
Tudo
ou todos os outros são vermes
Serpentes
venenosas que me seguem
Perseguem
os meus sonhos
Aqueles
que nunca tive nem terei
Estou
cansada da vida!
Maria
Antonieta Oliveira
11-12-2023
Não
quero prémios
Quero
palavras de amor
Quero
poesia com sinceridade
E
os prémios
Que
sejam a amizade
Quero
abraços apertados
No
calor de um encontro
Quero
beijos nunca dados
Mas
senti-los como ontem
Quero
ser feliz, e não sou
Nunca
fui, nunca serei
Não
quero prémios comprados
Quero
comprar felicidade!
Maria
Antonieta Oliveira
08-12-2023
O
sol escondia-se envergonhado
A
nuvem passava devagar
Não
queria que ele se apercebesse
Mas
o sol esperto, continuava passando com a nuvem
E
naquele momento apenas ela brilhava
Ao
olhar dele que a amava
Ela
cansada mas feliz
Deixava-se
ficar na sombra do sol
Escondido
por detrás da nuvem passante.
Maria
Antonieta Oliveira
20-11-2023
2023,
principalmente o ultimo semestre, foi um ano para esquecer, pior do que o da
COVID, mas isso pouco importa à maioria dos meus “amigos” do Facebook, pois a
maioria nem sei que são, nem nunca sequer nos cumprimentamos com um bom dia ou
boa tarde.
Neste
momento estou a viver uma fase, na saúde, a nível neurológico, que me limita um
pouco naquilo que eu tanto gostava, mas isso é o menos, estou aqui e é o que
importa, a quem se importa comigo. Isto, lembra-me um ditado antigo em que dizem
que é nas prisões e nos hospitais que se reconhecem os verdadeiros amigos,
concordo, já tive essa prova em 2015 aquando da doença do meu marido, assim
será agora. Aqueles que considero amigos, todos sabem como me contactar, os
outros, também não fazem falta.
Gosto
de pessoas coerentes, amigas do seu amigo, sinceras, unidas, com simplicidade,
sem egos e vaidades. Se eu quisesse também tirava fotografias a todos os
prémios que tenho recebido, alguns, apenas mesmo, em papel. Muitos outros que
NÃO quis receber, tinha que pagar o diploma, mais a medalha, mais não sei o quê
e era a melhor, não, não sou a melhor nem a pior, sou o que sou, como qualquer
um de nós, cada um à sua maneira escreve e sabe porque escreveu o que escreveu,
ninguém é superior a ninguém.
Com
estas fotos termino o meu ano de 2023, andarei por aqui pouquíssimas vezes,
pois fico demasiado cansada com o que leio. Cumprirei todos os compromissos
assumidos, inclusive, alguns livros já na editora e que serão lançados no
início do ano.
Enquanto
puder continuarei sendo eu.
Para
todos vós, desejo muita SAÚDE, paz, amor, paciência, respeito, união, verdade e
sobretudo sejam vocês mesmos sem ofenderem os que vos rodeia.
VIVAM
A VIDA, POIS ELA SEM ESPERARAMOS, PREGA-NOS PARTIDAS!
SEJAM
FELIZES!
SANTO
E FELIZ NATAL!
BOM
ANO DE 2024!
Maria
Antonieta Bastos Alentado de Oliveira
14
de Novembro de 2023
Não
tenho irmãs
Não
tenho primas
Não
tenho amigas
Não
tenho filha
Não
tenho neta
Não
tenho ninguém com quem falar
Porque
morreu tudo antes de mim?
Ninguém
morreu, tu é que morreste para elas
Só
ouço…ouço… ouço…
E
a mim quem me ouve?!
Quem
me aconselha?!
Ninguém!
Só
existo eu e eu!
Maria
Antonieta Oliveira
Fim
de Outubro de 2023
A
vida passou
E
eu, deixei-a passar
Não
lhe pus um travão
Pensava
que jamais acabava
As
dores foram mais do coração
Do
que do corpo
Mas,
As
depressões quase que nasceram no dia em que nasci
E
acompanharam-me pela vida fora
E
agora?
Agora,
são 75 anos de acumulação
De
segredos só meus
De
degredos que vivi
De
sonhos que não realizei
E
agora?
Agora
choro e riu sem vontade
Disfarço
a vida
E
a vida passa disfarçando…
Maria
Antonieta Oliveira
Fim
de Outubro de 2023
Tenho
saudades!
Saudades
de quem já partiu!
Saudades
de quem está longe!
Saudades
dos amigos verdadeiros e dos nossos abraços!
Saudades
de quem amo!
Tenho
saudades!
Muitas
saudades de voltar!
E
vou voltar
Eu
acredito!
Eu
Creio!
Serei
outra, serei
Mas
serei eu.
Já
não preciso do cordão para me segurar
Mas
ainda preciso de tanto para voltar.
Nossa
Senhora de Fátima tem ouvido as minhas preces
E
eu, CREIO!
Maria
Antonieta Oliveira
19-10-2023
Queria
descrever o que sinto, mas não sei como.
Queria
descrever o que penso, mas não sei como.
Sei
que vos amo a todos
Amo-te,
meu querido marido
Amo-te,
minha querida filha
Amo-te,
meu querido neto Rafael
Amo-te,
minha querida neta Francisca
Amo,
quem me ama e,
Amo
também quem não me ama.
Não
quero ficar dependente de ninguém
Quero
continuar a andar, mesmo que devagar
Quero
continuar a falar, mesmo que me engasgue
Quero
continuar a escrever, mesmo com erros, o Word corrige
Quero
continuar a saber quem sou e quem me rodeia
Quero
ser amada e feliz como nunca fui antes
Quero
viver a vida que não vivi
Quero
um simples beijo, um simples abraço
Suplico
Mas
que raio de mulher sou que nem isso mereço
Vem
de pezinhos de lã para que não o ouça e vai
E
o meu beijo? E o meu abraço?
Já
lhe foi dito que era melhor do que qualquer medicamento
Mas
não os tenho, não os mereço
O
que estou eu afinal a fazer aqui?!
Não
presto para nada, só dou trabalho
Vou
pensar bem na minha vida
Já
nada me prende aqui
Ninguém
precisa de mim
Só
tu, meu amor, mas estou a dar-te muito trabalho
E
levo-te comigo
De
mão na mão iremos juntos até ao fim
Mas,
eu não queria, eu não quero isso
Eu
preciso de carinho e de amor, e só tu mo dás
Rafael
e Francisca, o que vos fiz que não vos mereço?!
Esqueceram-se?
Pois é, infelizmente hoje em dia é assim, só nos lembramos quando precisamos.
Será que fui má avó?! Penso que não, fiz tudo o que podia para vos fazer feliz.
Carla,
esfria a tua frieza, aquece o teu coração e dá-me um pouco de amor
Sei
que pouco me falta para viver, depois…
Depois
não chorem por mim, nem se arrependam do que não fizeram
Não
quero flores, quero AMOR
Maria Antonieta Oliveira
12-10-2023
Morri
Morri,
antes de morrer
Morri
ao saber que ela estava perto
Falta
pouco, muito pouco
E
ainda queria fazer tanta coisa
Tantos
sonhos que chegaram tarde
Como
de costume… sempre tarde de mais…
Ninguém
quer morrer assim
Morrer
estando viva
Já
nem o mar fala comigo
Receia
que eu entenda o sabor das suas lágrimas
Nem eu sei falar comigo sem sentir o sabor a sal
O
fim é triste
Sim,
o fim é sempre triste, seja qual for esse fim
Antes
de morrer não queria sofrer
Queria
apenas morrer
E,
Já
morri…
Maria
Antonieta Oliveira
20-09-2023
Ninguém
sabe a minha idade
Sou
jovem, sim, sou jovem de espírito
Doenças,
nem pensar, todos as temos
Desde
miúda que me dói aqui e ali
Também
sofro disto e mais aquilo
Não
te preocupes, não tem nada a ver com a idade
Tu
és uma jovem, mexeste-te bem
Nunca
te ouço queixar de dores, já eu…
Pois
é, sempre assim foi
Ouço
todos os males dos outros
Mas
eu, eu nunca estou doente, felizmente
A
mim ninguém ouve queixar, aliás, a mim ninguém me ouve
Eu
sou jovem, não tenho idade
Eu
sou jovem, não tenho idade
Mas
o tempo sabe bem a minha idade.
Os
anos já são muitos e as mazelas ainda mais
Mas…
estás sempre com um sorriso
Sorriso
disfarçado numa lágrima de dor.
Ninguém
sabe a minha idade…
Maria
Antonieta Oliveira
02-08-2023
Caminhámos
no escuro da lua cheia, ou seria lua nova?!
Não
sei, já esqueci a cor da lua batendo de soslaio no teu doce olhar
Olhos
de uma beleza impar, límpidos como a
água do mar
Castanhos,
como a cor da falua que nos levava
Enlaçados
num abraço profundo, seguíamos para o fim do mundo
Só
lá estaríamos sozinhos, sem ninguém a saber do nosso amor
Lá,
uniríamos nossos corpos num só e seriamos felizes
E
a lua? A lua seria nossa cúmplice e abençoar-nos-ia
O
sol envergonhado enviaria um ramo de rosas vermelhas
Símbolo
do amor, abençoando também aquele nosso momento
O
momento em que a sós, apenas nós, nos amávamos.
Ai
amor, se eu pudesse, transformava este poema em realidade
E
o sonho, o nosso sonho, seria uma vida de felicidade.
Maria
Antonieta Oliveira
27-07-2023
Nasci
num dia de sol, ou talvez não
Era
noite estrelada, a lua brilhava
E
eu, para chatear, chorava
Amanhecia
e era quase verão
O
sol aquecia no Alentejo profundo
A
luz entrava no quarto e eu, mamava
A
mãe, num misto de sofrimento e alegria, sorria
Dois
anos passaram entre verões escaldantes
E
invernos demasiado frios, aquecidos na lareira
Aquela
casa onde nasci, passou a ser uma miragem
O
Alentejo de ar puro, ficou na outra margem
E
Lisboa de ruas largas e gentes desconhecidas
Acolheu-me
de braços abertos
O rio
que me trouxe, ainda é o meu rio
Lisboa
já não é a mesma
E
o meu Alentejo, está num sonho inacabado
O
sonho eterno do meu fado.
Maria
Antonieta Oliveira
23-07-2023
22
de Julho de 1922
Dia
a cédula pessoal que serão 101 anos
Mas
não, eu digo que são 75 anos
De
muito amor, respeito, carinho e compreensão
E,
são também, 14 anos de muita saudade
Uma
enorme saudade que não cabe no coração-
Amei-te!
Amo-te!
E,
enquanto eu viver
Amar
te ei, até morrer!
Maria
Antonieta ALENTADO Oliveira
18-07-2023
Heróis
do mar, da terra, da guerra
Trabalhadores
de mãos curvadas
Pedras
esgravatadas com dor
Com
sofrimento, trabalho e amor
Mãos
áridas sofridas pelo sonho
Dos
sonhos a dois de um solo ter
E
o sonho se tornou realidade
Com
a força, com a Fé e com a vontade!
São
sementes plantadas em pedras bravias
São
famílias alojadas e crianças nascidas
Água
vertida, perdida p’los canaviais
Ribeiras,
correntes, nascentes, águas correntes
E,
poços…
Poços
alimentando as casas e as gentes
Água
fresquinha e pura
Água
que é vida e cura
E
o sonho se tornou realidade
Com
a força, com a Fé e com a vontade!
Castelos
erguidos na sombra dos fiscais
Multas,
subornos e mais, muito mais
E
surgiram ruas habitadas, enlameadas
Passadiços
de tábuas velhas, usadas
Remediavam
os sapatos remendados
Criavam-se
famílias entre os vizinhos
A
luta era igual para todos
E
o casario crescia
E
o local outrora de campos agrícolas
Era
agora uma vila construída
Com
trabalho, amor, Fé e devoção.
Assim
nasceu a nossa Vila!
Assim
nasceu Casal de Cambra!
E
o sonho se tornou realidade
Com
a força. Com a Fé e com a vontade!
Maria
Antonieta Alentado Oliveira
15-07-2023
Sou
gente sem cura
Amor
sem ternura
Sou
vida sem vida
Amor
sem guarida
Bebo
sorvendo
Sofro
bebendo
Sou
lua falua
Cristal
diamante
Rainha
da praia
Areia
escaldante
Sem
vestido nem saia
Sou
tudo sem nada
Mulher
escaldada
Sou
trama sem rede
Pesca
sem pescador
Alegria
com dor
Alimento
com sofrimento
Sou
assim
Não
falem de mim
Esta
sou eu
Ouço
e esqueço
Esquecendo
nem ouço
Não
falem de mim
Esta
sou eu
Sou
assim!
Maria
Antonieta Oliveira
04-07-2023
Barco à vela
Caravela
Rio
Mar
Oceano
Lá ao longe
Muito ao longe
Português se vira
Portugal é nobre
Brasil para além da
Amizade
Amor
Palavras
Tudo nos une
Em conexões
Atlânticas!
Maria Antonieta Oliveira
01-07-2023
Dança
comigo, amor
Um
tango antigo
Um
slow
Uma
valsa
Dança
comigo, amor
Segura-me
pela cintura
E
cinge-me a ti
Aperta
suavemente o meu corpo
Enlaçado
no calor do teu
Dança
comigo, amor
Qualquer
que seja a dança
Qualquer
que seja a música
Apenas
quero sentir-te em mim
Por
favor, amor
Dança
comigo!
Maria
Antonieta Oliveira
30-06-2023
Com
Lisboa a nossos pés
E
S. Jorge nosso cúmplice
Selamos
o nosso amor
Com
um beijo apimentado
Em
Goa prosseguimos
Fomentando
o nosso sentir
Entre
amar e sofrer
Entre
rir e chorar
Crescemos
e o tempo passou
A
porta se fechou
Nem
S. Jorge ou Lisboa
O
nosso amor salvou
Partiste
com outro rumo
Fiquei
só naquele banco
De
pedra secular
Sonhando
num outro corredor
Te
encontrar
Triste
ilusão!
Pobre
criatura!
As
lágrimas derramadas
Formaram
o rio da amargura.
Triste
ilusão!
Pobre
criatura!
Maria
Antonieta Oliveira
05-06-2023