domingo, 28 de dezembro de 2025

Queremos A Paz


 

Canhões, espingardas, drones, e sei  lá o que mais

Para quê tanto sangue derramado

Tanta criança decepada, triste e sem pais

Tanta destruição, tanta fome e miséria

Mortos, feridos estropiados

Sem casa, sem abrigo, sem ninguém

A família ou morreu, ou ainda não sabem dela

Também pode ter sido levada pelos terroristas

Em que século estamos, meu Deus?

O homem é cruel

Nada aprendeu com o que viveu

Será que nas suas veias corre ódio em vez de sangue?

 

Doi o coração ver aquelas crianças

Aqueles idosos com as casas destruídas

E agora? Onde ficar? Onde dormir?

Onde viver o resto dos seus dias?

Tanta maldade humana

Tanta ganância

Tanto ódio e falta de amor

De condescendência

De caridade e piedade

 

Que hajam flores no caminha das balas

 

E nós nada podemos fazer para além de rezar

Rezar muito e pedir a paz no mundo.

 

Senhor, dai-nos Paz e Amor!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

 

 

Chovia


  

Chovia…

Alguns familiares e amigos estavam connosco

O Padre abençoou-nos

Assina aqui, assina ali

E o fotografo encharcado apareceu de novo

Chovia

Fotos encharcadas palas lágrimas caídas do céu

Ou seriam os pingos das rosas regadas pelo sol de outros dias?!

Chovia

Comes e bebes, bebes e comes

Muda de roupa mais quente esta

Em Algés vamos petiscar um jantar

E seguimos para ver uma revista

Sozinhos os dois pela primeira vez

Chovia

Cinquenta e seis anos depois continuamos felizes

 

Chovia

Dizem que casamento molhado é casamento abençoado

Obrigada, meu Deus!

 

Chovia!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-202

Vi-te Há Pouco


 

 

V-te há pouco na esquina daquela rua

Não me viste, nem sequer olhaste

Fiquei parada sem reflexos

Seguir até ti, ou em sentido contrário

A rua parecia longa, estreita

Senti receio, medo de me perder

Perder?!

O coração, esse já estava perdido

Nada mais haver e levar

Continuei o caminho sem saber onde ia dar

Mas fui! Fui convicta de  ser o melhor

Cansada de tanto andar, parei

Parei na esquina daquela outra rua

Aí, estavas tu com um ramo de rosas vermelhas

Sorriste e ofertaste-me o

Sorri envergonhada e agradeci

Assim, começou o nosso amor

Entre troca de esquinas.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

Sou Feliz

 

Depois de tantos anos, sou feliz

 

Sonhos, ilusões, desilusões

Doenças graves, outras nem tanto

Desavenças e contrariedades

Beijos salgados ou doces

A vida continuou no seu ritmo

Ou sem ritmo

E os anos foram passando a

Alegrias, tristezas

Família pequena e pouco unida

Mas existiam os principais

Esses eram sempre presentes

Com amor à sua moda

Com respeito e muito carinho

Tudo foi acabando, e eles partiram

Ficámos nós, só nós

Aguardamos a partida desta vida

Com altos e baixos

Contigo e sem ti

E, cinquenta e seis anos contigo

Agora, depois de tudo, tudo

Sou feliz!

 

Depois de dez anos, sou feliz!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

 

 

 

2026 Feliz Ano


 

 

 

(2)   Dois mil são os meus amores

        Uns menores outros maio

(0)        Zero desejos de maus momentos

        Só sorrisos ee alegrias

 (2)       Dose dupla de vontade de viver

        Com paz e muito amor

 (6)   Seis  milhões de abraços e beijinhos

        Com sinceridade carinho e amizade.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2026

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Ser Natal



 

 

Ser Natal

É ter na  mesa

Bolo rei, bolo rainha

Coscorões, filhós, sonhos

Perú, cbrito, bacalhaucouves

Passas, figos, nozes e por aí fora

Tudo o que a imaginação deixar fluir

E prendas aos montes, sem qualquer utilidade.

Brilhos e brilhantes ornamentando

Fitas e bolas coloridas.

É a dura realidade.

 

Que ilusão!

 

Ser Natal

É ser Jesus

Jesus no presépio

No seu nascimento

No seu sofrimento

É Jesus Salvador

 

Deveria ser tempo de paz e amor

Ser o fim das guerras e do horror

União entre as famílias

Lares sem estrelas ou chuva e vento

Mas com aconchego carinho e calor

Haver comer sem restrição

Não apenas um naco de pão.

 

Que tristeza!

 

Ser Natal

É ser Jesus

Ser Natal é ser amor!

Esqueçam o trivial

E amem-se mesmo sem ser Natal!

 

Paz!

Amor!

Saúde!

Um Santo e feliz Natal para todos nós!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

18-12-2025

 

 

(Imagem do google)

sábado, 13 de dezembro de 2025

Haja Paz e Amor


 

Haja paz e amor

Haja saúde e calor

Haja alegria em família

Haja comer e beber

Haja harmonia e companhia

Haja tudo bom todos os dias

E não apenas no Natal

Somos sempre seres humanos

Que de amor precisamos

Todos os dias do ano.

 

Feliz e Santo Natal partilhado em 365 dias.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

13-12-2025

Por Ti


 

 

Por ti, que és pedinte

Infortúnio da vida

Ou vida sem fortuna

Sem família

Ou sem saúde mental

Sem orientação

Ou cabeça desorientada

 

Para ti, que vives na rua

Sem amor

Sem calor

Sem um mimo

Sem um carinho

Também para ti, é dia de Natal

Mas, para ti, não há Natal…

 

Maria Antonieta Bastos Alentado de Oliveira

13-12-2025

Mãe


 

 

Falhei nas palavras por dizer

Não disse mas senti

Amor

Amo-te

És uma guerreira

Uma super mulher

Uma mãe inigualável

Uma mulher sofrida

Trabalhadora

Organizadora

Com sentimentos puros e verdadeiros

Traída pela família a quem perdoaste

Foste mãe de todos os que de ti precisaram

Mas as dádivas foram poucas

Ela era a forte

E quão fraca, foi sem se queixar

E foi… foi antes de outra mais velha

Mas foi tranquila porque tudo fez

Mesmo sem nada em troca.

 

Fiquei sem ti

Fiquei sem te dizer AMO-TE!

 

Maria Antonieta Bastos alentado Oliveira         

13-12-2025

 

 

domingo, 23 de novembro de 2025

Noite...Vida


 

 

Tenho pena que a noite seja escura

As estrelas são poucas  para o tamanho do céu

E a escuridão assusta-me

A escuridão priva-me de viver o que não vivi

Priva-me do fado

Priva-me do convívio

Priva-me do passeio pela baixa de Lisboa

Recordar outros tempos

As mesmas ruas e caminhos

Outras montras, algumas sem graça

Outros negócios, alguns estranhos

Mas as mesmas casas, aquela onde morei

A Igreja que me viu menina a ser baptizada

As ruelas de Alfama onde tantas vezes passei

A Sé e os seus sinos tocando as horas que passam

E o Castelo, e o Jardim de Sta. Luzia

E os passarinhos cantando na procura dos seus ramos

Tanta saudade de outros tempos

 

Mas a noite, é escura, é negra

Tal como o meu coração quando bate a saudade.

A escuridão da noite e do dia

Não me deixa viver o que não vivi.

 

Maria Antonieta B. Alentado Oliveira

23-11-2025

 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Quando Eu Morrer

 

Quando eu morrer

Ouvirás chamar o teu nome

Virá do além, virá de mim

Do meu amor eterno

Sentirás as minhas lágrimas derramadas por ti

Por não poder estar contigo e aconselhar-te

orientar o teu caminhar

Pensarás que choras, mas não, não o farás

Serei apenas menos uma a chatear-te

Levar-te-ei no pensamento

Tal como estás sempre agora, aqui

Ouvirás o teu nome saído do meu coração já morto

Mas vivo em mim, sempre estarás.

Quando eu morrer

Não chores por mim

Eu já chorei  demais pelos dois.

 

Quando eu morrer

Ouvirás chamar o teu nome vindo do além.

 

Se a saudade matasse, eu já teria morrido!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

20-10-2025























































 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Em Tudo Há Poesia


 

 

Há tanto poema espalhada pelas ruas

Nas pedras que pisas

Nas flores que cheiras

E naquelas que nem olhas

Nos riachos entre as verduras

Nos muros nas portas e portões

Nas janelas entreabertas

Nas cortinas floridas esvoaçando

Nas velhas arvores carcomidas pelo tempo

Nos pingos de chuva caindo do céu

Nas estrelas na lua no sol

Na areia da praia

No sal nas salinas

Nas pontes nas estradas nos rios

Nos peixes nos mamíferos nas aves

Nas escolas nos livros nos estudantes

Nos hospitais nos doentes nos médicos e enfermeiros

Nos docentes sem atributos parentes

Que sabem mais que muita gente

Em tudo o que vegeta

Em tudo o que se move

Em tudo o que se vê

Em tudo o que é invisível

Há poesia

 

Em tudo há poesia!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

16-10-2025

 

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

A Noite


 

 

A noite é a escuridão iluminada pela lua

É o encontro dos amantes

E o adormecer dos vagueantes

Divagando pelas ruas negras e sujas da cidade

O cheiro nauseabundo faz-nos desistir

Mas o amor é maior e ficamos

Queremos continuar a amar ao luar

A sentir o calor dos nossos beijos

Sem que alguém nos condene

Só a lua, o céu e as nuvens nos veem

Testemunhas do nosso amor vadio

No lago a água espreita curiosa

Os peixes saltitam salpicando o banco

Onde nos encontramos amando

Enroscados e escondidos passamos despercebidos

E amamo-nos e beijamo-nos como se não houvesse amanhã

A lua começa a dar lugar ao sol

Temos que partir antes que eles nos encontrem

 

A noite termina

Mas o amor continua.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

29-09-2025

 

 

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Conexões Atlânticas


 

 

 

Entre terra e terra

Há o oceano

Atlântico de seu nome

Entre cá e lá

Houve e há tanto em comum

Houve e há tanto a dizer

Houve e há tanto viver.

 

São Terras de Vera Cruz

É o Brasil dos brasileiros

É Portugal dos portugueses

Do outro lado de cá

Hoje, somos irmãos

Ou, talvez não…

A mesma língua

Outros sons e dizeres

Outras bandeiras

E outras barreiras

 

Conexões Atlânticas

Lusofonia de mãos dadas.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

16-09-2025

Janela de Antanho


 

Foste fortaleza noutros tempos de antanho

Quem sabe quantas donzelas em ti namoraram?!

Quantos cavaleiros em ti se acercaram?!

Quem sabe se até reis e rainhas em ti se ornamentaram?!

 

Janela de mil sois

Janela de mil amores

Isolada, abandonada

Sem flores que te adornem

És bela e singela

Mas foste heroína

Guardadora de segredos

E muitos enredos

Na tua simplicidade

Vivemos outra realidade.

 

Ai se eu pudesse

Viveria contigo por perto!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

16-09-2025

 

domingo, 14 de setembro de 2025

Ida À Vidigueira

 

Levantei-me e despachei-me

Na hora que te  esperava

Chegaste, chegaram e trouxeram amor

O caminho esperava-nos

Entre carinhos e palavras doces lá fomos

Caminhando e parando chegámos

A Vidigueira aguardava-nos

E o meu coração rejubilou de alegria

Comemos bebemos e conversámos

O amor acentuava as palavras soletradas

Entre S. Cucufate, S. Rafael, Sta, Clara

Vila de Frades, Beja e sempre a Vidigueira

Continuámos selando ainda mais o nosso amor

O primo, a prima, a Belinha

Escola Museu, Biblioteca, abraço sentido

Sentia-me feliz, muito feliz

Lisboa aguardava-nos, tinha que ser

O adeus, quem sabe para sempre custou

A saudade pairava na hora da partida

Tinha que ser, a vida é assim.

 

Entre casas e galhofa

Beijinhos, abraços apertados e sentidos

Um até já ficou prometido

E se Deus quiser será cumprido.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

13-9-2025

23h 55m

 

domingo, 24 de agosto de 2025

Saudades


 

 

Pelos caminhos de Portugal

Caminhámos juntos e felizes

Alegria não te faltava, meu primo

Sabedoria geográfica, também não

Tudo sabias, desde as serras aos rios

E por aí fora

Comíamos, bebíamos e seguíamos

 

Milfontes foi sempre paragem

Algarve e os caramelos de Espanha

O Norte e seus monumentos

Igrejas, a prima sempre entrava

E nós acompanhávamos la

Frescos, pinturas rupestres, tudo maravilhoso

E o zimbório em Viana do Castelo?

Lembras-te, primo?

Muito nos rimos à tua conta

Também te riste de ti próprio.

 

Do sul ao norte, do norte ao sul

Tudo percorremos em amizade

Jamais esquecerei as minhas birras

E as risadas da minha prima

Todos nos compreendíamos

Tudo corria às mil maravilhas

Do sul ao norte, do norte ao sul

 

Saudades vossas Liete e Jorge!

 

Maria Antonieta B. A. Oliveira

24-05-2025

sábado, 9 de agosto de 2025

Falhada

Sou ave sem penas, com pena

De ver o tempo a fugir

E jamais realizar os sonhos que sonhei

Fui indolente e inconsciente

Refilona sem refilar quando devia

Fui tonta sem tontice

Fui parva sem o ser

Fui incontida sem me conter

Fui resiliente e estouvada

Para quê se de nada serviu

 

Tento esquecer e não consigo

Tento ser apenas eu agora

Sou eu agora, mas…

Recordo sempre a outra de outrora

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

09-08-2025

 

 

 

 

Depois Tudo Acaba


 

Abana abana abanico

Torna o clima mais suave

Leva contigo meu amor

No bico daquela ave

 

Faz do vento teu balanço

E apressa o teu caminho

O tempo voa, não para

Deixando p’ra trás meu carinho

 

Sou meiga, terna e beijoqueira

Mas só tu me queres assim

Tenho pena que não me queiram

Por vezes juntos assim

 

Ontem já fomos unidos

Ontem já fui feliz sem saber

Pensando que nada acabava

E nunca vos iria perder

 

Eu, estou quase no fim

A idade vai passando

Depois chorarão por mim

Lembranças virão chegando

 

Acabou, só isso ficará

Tudo o resto acabará.

 

Maria Antonieta Bastos alentado Oliveira

09-08-2025