O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Olhares
Escolho as palavras
Para que sintas no meu olhar
O que sente o coração
Olho-te
Olhas-me
Olhamo-nos de soslaio
Como se fosse
O nosso primeiro encontro
Lês-me
As palavras que escrevo
No dia em que nossos olhos se tocaram
E sentes
O que o coração me ditou
Nesse escrito
Que será eternizado.
Maria Antonieta Oliveira
18-09-2018
domingo, 16 de setembro de 2018
Oceanos
O mar nos afasta
O mar nos aproxima
Nesse mar levada
Nesse mar trazida
A voz de um povo
A alma que canta
A palavra amor
A palavra saudade
A dança, o samba
A canção, o fado.
E em poesia
Se fez amizade
E com alegria
Se bebeu sabedoria
Se viveu felicidade.
Maria Antonieta Oliveira
15-09-2018
3º Festival da Poesia de Lisboa
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Passeei Contigo
Passeei contigo
Num mar de abrigo
Beijei teu olhar
Num braço de mar
Saltei, pulei, dancei
E não te encontrei
Na areia molhada
Na toalha deitada
Em ti pensei
Contigo sonhei
E em teus braços
Criei os meus laços.
Passeei contigo.
Maria Antonieta Oliveira
11-09-2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Rafael
O tempo passa, meu anjo
A cada segundo
O meu amor por ti, aumenta
Bebé menino
Menino crescendo
E tudo mudando
Os nossos abraços
Esses,
Continuam nossos
Os nossos beijos
Continuam sendo
O menino bebé
É pré-adolescente
Sou eu que lho digo
E ele,
Com um sorriso maroto
Um olhar brilhante
Confirma o que lhe chamo
Oh meu príncipe
Tu nem sabes
O quanto te amo.
Menino, homem, pré-adolescente
Meu neto querido.
Maria Antonieta Oliveira
06-09-2018
Francisca
De sorriso gaiato e olhar traquina
Te vejo
Te beijo e te adoro
Olhos de flor nascida
Boca de princesa
Corpo de menina
Sorriso feliz
Abraço apertado
Beijo roubado
Eu e tu
Crianças brincando
Felizes cantando
Eu e tu
Minha neta querida.
Maria Antonieta Oliveira
06-09-2018
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Entendes?
Nasce um rio
No afluente, uma flor
Na flor vi uma borboleta
Aquela em que eu queria pousar
E com ela voar
Voar até te encontrar
E num abraço teu
Sentir-te meu
Só meu, entendes?
Nem borboleta
Nem flor
Nem tu
Apenas eu continuo
Sem asas para voar
Sem o teu abraço
Para me realizar
Sem rio ou afluente
Só eu, entendes?
Maria Antonieta Oliveira
05-09-2018
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Sou Silêncio
Sou silêncio
Num espaço aberto
Onde encantam os pássaros
Sou canção calada
Pela voz de quem não sabe cantar
Sou rio sem água
Levada para o mar profundo
Sou fonte seca
Sem lágrimas para chorar
Sou esqueleto andante
Caminho errante
Navio naufragado
Rochedo encalhado
Sou frio, vazio
Noite sem luz
Vela apagada
Sou vento Norte
Caminho sem sorte.
Sou silêncio
Num espaço aberto.
Maria Antonieta Oliveira
30-08-2018
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Seiva Brotando
Seiva que brota
De um pasto sedento
Ávido da pureza da água
Que o alimenta
Pegajoso, pecaminoso
Seiva melada, arrojada
Conspurcada
De sabores pestilentos
E odores nefastos
Seiva brotando
Na vida deslizando.
Maria Antonieta Oliveira
23-08-2018
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Coração Apertado
Sinto o coração apertado
Num sentir descompassado
Pulsando sem modo nem jeito
Bem dentro, do meu peito destroçado
Sinto-o partido, perdido, ferido
Batendo sem tempo nem hora
Vivendo o ontem, agora
E a minha alma chora, traída
Na vida, da outra vida
Que não vivi.
Maria Antonieta Oliveira
23-08-2018
Infiltrada
Infiltrada
Passei a fronteira da liberdade
Senti saudade
Magoada
Ultrapassei sorrisos de lágrimas salgadas
Chorei.
No escasso tempo
Do tempo que me falta
Quero viver
Para lá da fronteira da saudade
Infiltrada
Em liberdade
Maria Antonieta Oliveira
23-08-2018
Num Jardim Qualquer
Num jardim qualquer
Onde a vida morou
Existem pássaros vadios
Que o vento do mar, trouxe
E, há nuvens de sal
Pousadas na cúpula de uma flor
E, há vidas desfeitas
Na bravura do mar
E, há ondas de espuma
Onde os sonhos se perdem
Num jardim qualquer
Onde a vida morou
Morou o meu coração.
Maria Antonieta Oliveira
23-08-2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Não Partas
Parte!
Leva contigo a saudade
O amor e os beijos
Deixa-os comigo
Para que os saborei
Nos meus lábios
Ansiosos de sonhar
Leva a saudade contigo
Mas, não partas
Fica comigo
Para que os meus lábios
Sintam o calor dos teus
Nos beijos de amor
Só nossos.
Não partas, amor!
Mara Antonieta Oliveira
16-08-2018
Noite
Mais uma noite
Adormece o dia
Em que não te vi
Segredos só meus
Que a escuridão esconde
E esquece
A noite
Continua adormecida
No meu rosto
A lágrima caída
Já secou
Na almofada, molhada
Adormeci
Cansada
De tanto esperar por ti.
E a noite
Acordou, por fim.
Maria Antonieta Oliveira
16-08-2018
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Falhou
Desliza o meu coração
Pela rua da saudade
Tropeça na tua foto
Escorrega de mansinho
E segue outro caminho
Esbarro no muro da felicidade
Do chão, ergo-me à vida
Que me falhou
No dia em que o sol não mais brilhou.
Desliza o meu coração.
Maria Antonieta Oliveira
14-08-2018
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Nudez
Olhei teu corpo nu
E senti a nudez da minha alma
Não te vi, por te ver
Vi-te, vestida de mim
Minha alma transbordou
E teu corpo desnudou-se
De novo, te vi em mim
E na tua nudez me encontrei.
Maria Antonieta Oliveira
09-08-2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Sentada na Soleira da Porta
Nas noites em que a madrugava tardava
Sentada na soleira da porta
Revia-te nas águas cálidas do outono
E sonhava
Murmurando um sussurro abafado
Amava-te em silêncio
De olhos postos num recanto imaginário
De mão na mão
Naquele abraço
Beijava o teu ser, tão meu
Inebriada e feliz
Sorria encantada.
A madrugada tardava
E eu, continuava
Sentada na soleira da porta.
Maria Antonieta Oliveira
06-08-2018
terça-feira, 31 de julho de 2018
Encontrei Um Jardim
Encontrei um jardim
Pareceu-me encantado
Ah maldito, este meu fado
Perdi-me nele
Entre veredas frondosas
Piquei-me nas rosas
E um jasmim
Sorrio de mim
Mais adiante
Um vento levante
Levo-me no ar
E titubeante pousei no mar
Bati bem no fundo
E o que era um jardim
Tornou-se para mim
Um pesadelo profundo.
Maria Antonieta Oliveira
31-07-2018
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Vesti-me a Rigor
Vesti-me a rigor
Com o primor de uma donzela
Saia rodada, comprida
Laçada na cintura
Chapéu de aba larga
Por debaixo, um laçarote
Que adornava o cabelo
Sapato de salto alto
Batom vermelho
E unha pintada
Empinocada e convencida
Olhei-me ao espelho
A donzela, já era velha
A fatiota, fora de moda
Com o salto do sapato
Nem um passo era dado
O chapéu, oh Deus meu
O vermelho do batom
E as unhas no mesmo tom
O melhor, era nem ver
Afinal,
Vesti-me a rigor
Mas não fiquei um primor.
Maria Antonieta Oliveira
28-07-2018
sábado, 28 de julho de 2018
Pensando Pessoa
(Imagem da Net)
Fingindo
Ser o que não era
Foi sendo
O poeta partilhado
Em nomes inventado.
Maria Antonieta Oliveira
28-07-2018
Fingindo
Ser o que não era
Foi sendo
O poeta partilhado
Em nomes inventado.
Maria Antonieta Oliveira
28-07-2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Teatro da Vida
Encenei o teatro da vida
Fui actora e assistente
Fui público na plateia
Fui plebeia na aldeia
Fui rainha num castelo
Ri, chorei
Aplaudi, assobiei
Vivi cada cena
Cada acto
Senti o sabor da vitória
Senti o sabor da derrota
Cambaleei no palco da vida
Por mim encenada
E, parti.
Maria Antonieta Oliveira
27-07-2018
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Onde Estou?
A lua
O sol
O mar
A areia que desliza
E piso
E ondula
No ondular dos meus sonhos
E a vida
A vida que vivo
E passa
E voa
No voo de uma nuvem.
E eu
Onde fico eu?!
No rochedo escondido
Na gruta da montanha
Na praia deserta
No caminho esquecido
No sonho perdido
Na lua
No sol
No mar
Deslizando na areia movediça
Do dia de ontem.
Maria Antonieta Oliveira
25-07-2018
domingo, 15 de julho de 2018
Vi-te Partir
Vi-te partir, meu amor
Contigo, nada levaste
Em mim, tudo deixaste
O sabor dos nossos sonhos
E o sorriso das nossas bocas ávidas
Fiquei com tudo.
Mas, fiquei sem ti.
Maria Antonieta Oliveira
15-07-2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Abracei-te
Abracei-te
no dia em que o abraço se fazia ausente
senti-te no amago do meu sentir
emanaste a luz do amor
num dia em que as trevas me visitaram.
E, abracei-te
Sem que sentisses, tornei-te meu
num momento,
num espaço,
num abraço.
E assim ficámos
enlevados nesse sentimento de prazer
em que nossos corpos se uniam
e extravasavam orgasmos de luxuria
palavras proibidas, lascivas
proferidas pelo êxtase da paixão.
E, abracei-te!
Abracei-te, no abraço que te queria dar!
Maria Antonieta Oliveira
09-07-2018
Saudade
Ler saudade!
Sentir saudade!
Saudade também de ti, minha mãe,
Que me deste o que pudeste
Me ensinaste o que sabias
E tanto sabias, mãe!
Recta e pura, na tua simplicidade
Meiga e tranquila, no carinho e no amor
Azeda e fria, quando a vida te traia.
E nós?!
Onde ficou o nosso amor?!
Nos reveses da vida
em que não nos compreendíamos
Imagens secretas
Sons distintos
que nunca esqueci
e me traíram, ofuscando o meu sentir
Tu, sempre tu
caminhaste a meu lado
nos dias sombrios de sorrisos tristes
ou, em sorrisos abertos de ternura
De repente, o teu eu superior
deixou de existir
e, aos poucos vi-te partir
entre máscaras e tubos e fios
E sem um sorriso ou um beijo
partiste sozinha
ao encontro de uma paz merecida.
Amo-te mãe!
Tenho saudades do teu sorrir!
Maria Antonieta Oliveira
09-07-2018
Poema escrito após a leitura do livro “última palavra mãe” de José Jorge Letria.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Espelho da Vida
Percorro o olhar neste espaço exíguo onde me encontro
Nada vejo,
para além de um passado pendurado nas paredes
e, um olhar pesado que me atormenta
desde ontem, sempre hoje
Será que amanhã volto a encontrar-te?!
Esse olhar sinuoso que me persegue
aqui… ali… agora… sempre.
Olho-te, bem de frente
na demência de existir
mas, existo, e sou
o outro olhar por detrás
do espelho da vida.
Maria Antonieta Oliveira
04-07-2018
domingo, 1 de julho de 2018
Além Tejo
Atravesso os campos do meu Alentejo
perco o olhar na magia dos verdes
em ramos de videiras
que circundam o caminho.
O Tejo, esse,
continua caminhando por debaixo das pontes
a do Vasco da Gama, o 1º Conde da Vidigueira
pisei-a sem pisar e deixei-a para trás
voltarei mais logo, para de novo a pisar.
O olhar perdido, saudoso
acompanha o caminhar
Os campos, ficam retidos
nos ramos das videiras
E eu, perco-me
num olhar infindo
sobre o Além Tejo.
Maria Antonieta Oliveira
01-07-2018
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Brisa
Sinto uma brisa suave
beijando o meu rosto
o cabelo tirano
ofusca-me o olhar
e o beijo traidor
não passa de sonho.
Cerro o vento
Fecho o tempo
E solto o cabelo
para que de longe
o possas beijar.
Um beijo de amor
um beijo que sinto
na brisa suave
do tempo que passa.
Maria Antonieta Oliveira
27-06-2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Liberto-me
Liberto os meus dias
nas palavras que escrevo
dias de luta e labuta
para te ver sorrir.
Ontem, acordei-te
e tu aborrecida, não sorriste
pousaste o olhar na vidraça
embaciada da janela do quarto.
O que estaria para lá do que vias?!
Não sabias!
Imaginei-te o pensamento:
Passeavas pelos jardins
de um castelo encantado
de mão na mão
com o teu belo amado
sonhavam os dois
amavam os dois
beijavam-se
e sorriam felizes.
Viraste a cabeça
olhaste-me friamente
e voltaste a dormir.
Exausta,
saí do teu quarto
e aninhada em mim
adormeci.
Maria Antonieta Oliveira
27-06-2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
O Voo do Tempo
No voo do tempo que passa
Passo voando com o tempo
Do salpico na folha caído
Sinto o esvoaçar da rosa florindo.
Acolho-me
Resguardo-me
Fecho a porta à vida
Para que não passe voando
Teimosa e altiva
Renega-me os sonhos
Destrói-me o caminho
Limita-me os passos
E
Passa.
Passa voando com o tempo.
Maria Antonieta Oliveira
26-06-2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Paz
Espreito o entardecer
fecho a janela à noite
prefiro a paz do amanhecer
nos raios solares
de um dia de verão.
Não!
Não quero mais um trilho
sem luz,
sem o som dos pássaros
pousando no arvoredo,
sem o riacho de águas
límpidas
onde refresco o pensamento.
Não!
Não quero mais sentir
o vento cuspindo laivos
de azul,
nem a chuva pisando
a relva onde me acolho.
Quero abrir as palavras
e sentir a brisa caminhante
trazendo a serenidade
do sorriso de uma criança.
Maria Antonieta Oliveira
25-06-2018
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























