quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Não Quero Mais Natais








Não quero mais natais
Nem mais anos para viver
Cansei!
Estou cansada de mim
De ti, de nós.

Os dias passam e eu passo nos dias
A vida já nada me diz
Já não me surpreende
Já nada me dá
Tudo o que desejei, tive, sem ter
Tudo o que desejo, já não tenho
Sonhos estão desfeitos
Tudo me impede
Tudo me destrói
Nada me acalenta
Já não sou eu.

Se as forças me ajudassem
O amanhã não seria um novo dia.
Hoje, seria o fim de tudo o que vivi sem viver.

Maria Antonieta Oliveira
01-12-2016


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tenho Medo






Tenho medo
Dos dias em que não te tenho
Tenho medo
Dos beijos que te não dou
Tenho medo
Dos desejos que sinto em mim
Tenho medo
De perder o que jamais tive
Tenho medo
De ser o que não quero
Tenho medo
Do amanhã sem ti
Tenho medo
Da vida sem vida que vivo
Tenho medo
De mim quando tu não estás
Tenho medo
Da escuridão da noite
Tenho medo
Dos dias frios de inverno
Tenho medo
De ter medo de mim.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016

Pérola Prometida





Apalpo o caminho que me tolhe os passos
E sinto-me presa à solidão do tempo
Que me consome e ofusca os dias
Que me dói e acalenta devaneios
Quero viver sorrindo à vida
Desinibida e solta no destino
Sem freios nem medos desmedidos
Com fé e esperança no sol que me aquece
Com sorrisos banhados de certezas.

Quero ser a pérola prometida
À vida da vida que passa por mim.
Quero viver na cúpula dos sonhos
Na terra onde piso
o caminho que me tolhe os passos.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016


Somos






Sou tua nas roupas que me vestes
Sou tua quando me despes
Sou tua quando me beijas e abraças
Sou tua quando me amas na cama
Sou tua quando me olhas nos olhos
Sou tua quando me sentas em ti
Sou tua quando me sonhas e te sonho.

Sou tua, és meu, somos nossos
Nos sonhos que ambos sonhamos.

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Saudades Tuas





Sinto saudades tuas
Nas noites longas em que estou só
Saudades do teu corpo doce e quente
Dos teus beijos longos e molhados
Nesta ausência que me dói e mata
Sinto saudades tuas.

Ao longe vejo o mundo passado
Tão perto de mim, tão perto de nós
Vivências de dias felizes
Momentos jamais esquecidos
Tão nossos, tão nossos e tão bons
Ansiados num desejo sem fim.

A solidão faz-me companhia
Nos serões destas noites frias
Aqui e além vejo o teu rosto sorrindo
Nas sombras caiadas das paredes alvas
Abraço-te em sonhos desmedidos
E vivo, e sofro, e caminho contigo.

Sinto saudades tuas, amor.

Maria Antonieta Oliveira
28-11-2016



domingo, 20 de novembro de 2016

A Flor do Amor





Olho a flor que me deste
Já murcha e ressequida
Mas ainda com o teu cheiro
Nela vejo o teu sorriso
E sinto o prazer do teu olhar

Ouço a chuva que cai no beiral
Também dos meus olhos a chuva cai
Salgada como a água do mar
Fria como frio está o meu coração
Lá fora o tempo parece parar
No meu peito o tempo voa demais
Quero com ele voar e pousar
Naquele braço de mar
Que conduz ao luar do amor.

Aquela flor sem brilho
Olha-me de frente
E eu de repente estremeço
Quase não me reconheço
Mas conheço o odor
Nas pétalas esquecidas
Da vida já passada.

Sem vida
A flor do amor
Com vida
O amor em flor.

Maria Antonieta Oliveira
20-11-2016


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Jazia No Chão






Junto ao candeeiro jazia no chão
Qual folha de outono soprada p’lo vento
Descalça, sem tecto
Desnuda, sem leito
Um corpo franzino
de ossos carcomidos
vencidos pela fome.
Guerreira num mundo sangrento
Outrora flor de um jardim feliz
Agora ruína, destroçada, infeliz.

Na luz ténue
Adormecia e sonhava
Ser flor renascida
na primavera da vida.

Maria Antonieta Oliveira
18-11-2016

Na Magia da Noite




A noite caiu na plenitude do meu ser
E lembro-me de ti
Sinto saudades do ontem perdido
Ouço a tua voz cantante
No silêncio do meu quarto
E lembro-me de nós
Na sombra da parede defronte
Vejo o teu rosto sorrindo
E sorrio para ti
Abraço a almofada esquecida
Na penumbra da noite
E sinto-me feliz
Como se te abraçasse a ti, amor.

Na magia da noite
Vivo o sonho de te amar
E assim, adormeço em nós.

Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mente Baralhada





De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada
Onde me esperam desvios e desatinos
Incertos trilhos e destinos esquecidos
Na frondosa floresta, me perco
Nem sol nem lua me acompanham
Sinto-me só, desesperadamente só
Procuro conforto no silêncio das árvores
No manto das nuvens encontro o calor
Que aquece o meu coração magoado
Sofrido e gelado na esperança vã
De um amanhecer sorridente e caloroso
De um amanhã em que me reencontre
Em que saiba como ser feliz sem sofrer.
No brilho das estrelas encontro a paz
Tão curta e ligeira como a felicidade do momento
O momento que passa e deixa saudade
Saudade traiçoeira, matreira e ingrata
Que magoa e faz chorar um coração empedernido
A chuva que cai impiedosa limpa meu ser pecador
Dos meus olhos tristes correm lágrimas de sal
E sofro, e choro, e grito, e imploro
Perdão!
Perdão, meu Deus!
Perdão!

De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada.

Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sou Lua






Sou lua que parte
Para destino incerto
Sou nuvem sou sol
Sem rumo sem tecto
Sou lua escondida
Espreitando a vida
Da onda gigante
Que passa galopante
Sou lua despida
De tudo e de nada
Brilhando no mar
Deixando saudade.

Sou lua!
Sou Tua!

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016




domingo, 13 de novembro de 2016

Quando Eu Morrer




Quando eu morrer
Na volta da vida
Vou ser o que quero
Viver os meus sonhos
Ser livre e voar
Dançar na noite
Cantar ao luar
Caminhar ao sol
Ouvindo o teu canto
O teu marulhar

Não quero pensar
Na mente dos outros
Não quero pisar
O caminho certo
Não quero fazer
Tudo o que é correcto
Não quero, não quero
A prisão da vida
Quando eu morrer
Quero ser esquecida.

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Espelho






Olhei-me no espelho da alma
E vi a menina magricela de outrora
Triste e desanimada com a beleza
A menina amada pelos meninos
De olhares inocentes e puros

A menina introvertida
Sem nenhuma amizade
Sem sonhos para viver
Sem vida para sonhar
Fechada na janela aberta para a rua.

Olhei-me no espelho da alma
E fiquei triste por mim.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016




Saudades Tuas





Deposito meu corpo na cama fria
Minhas mãos tateiam os lençóis alvos
Dedo a dedo, palmo a palmo, e nada encontram
Estendo os braços para o lado
E tu não estás para me abraçar

Recordo teu olhar doce e terno
Tuas mãos macias percorrendo o meu corpo
Os teus lábios carnudos beijando os meus
Recordo-te no meu imaginário
Nos meus sonhos perdidos.

Recordo-te
E sinto saudades.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016


Ao Acordar




Amanhã ao acordar
Beijo os teus lábios amor
Cuido de ti com fervor
Dou-te abraços com carinho
Enamoro o teu olhar
Fico presa no teu abraço
Gozando o brilho do sol

Amanhã ao acordar
Vou sentir o teu calor
Olhar teus olhos brilhantes
Abraçar teu corpo sequioso
Pelo meu do teu desejoso
Embrenhada de prazer
Inebriada de sonhos.


Amanhã ao acordar
Vou ser feliz, amor.

Maria Antonieta Oliveira
17-04-2016


Tirem-me Daqui






Não pertenço aqui
Tirem-me deste lugar onde insisto estar
Tirem-me!

Levem-me para bem longe
Para um mundo diferente
Onde reine a paz e a alegria
Onde haja pão e amor
Onde as crianças sejam felizes
E os idosos se sintam petizes
Um mundo de eterna felicidade.

Tirem-me daqui!

Maria Antonieta Oliveira
11-11-2014


Perdida






No momento em que
Os gritos dilaceravam o coração
As lágrimas corriam quais rios à procura do mar
Desse mar sem fim, profundo e imenso
Nesse momento me senti perdida
Perdida sem ti.

Maria Antonieta Oliveira
14-01-2015


Quero Relaxar






Quero relaxar
Parar de sentir
As dores do teu sofrimento

Sorrir
Rir
Saltar
E gritar bem alto
A minha
A nossa alegria

Extravasar agonias
Gritar dores
Sentidas por ti
Sofridas por mim

Quero cantar vitória
E a Deus agradecer
Dias
Horas
Momentos
A vida que estou a viver.

Quero relaxar
Preciso relaxar
Quero viver.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016


O Frio No Meu Peito






De novo o frio
Aperta o meu peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito

Gelada trémula e triste
Caio no mundo louco onde vivo
E resisto a mais uma incerteza
Das certezas por que me motivo

E entre as pedras soltas
Que me surgem no caminho
Saltito de uma para a outra
Na busca de um quente destino

Para aquecer o meu leito
E nele adormecer contigo
Deposito pétalas de rosa vermelha
E enrosco-me num abraço amigo.

O frio que me aperta o peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito
Insiste e permanece a doer.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016





terça-feira, 1 de novembro de 2016

Barco dos Sonhos





No barco dos sonhos
Naveguei sozinha
Pelos mares d’outrora
Flutuei nas ondas dos ventos
Sorvi o olhar das gaivotas passantes
Num beijo salgado das lágrimas caídas
Adormeci ao luar quente
Da noite vadia passada contigo

O mar traiu o meu sentir
As vagas galgaram os meus anseios
Destruíram os meus sonhos
Destroçada fiquei na rocha sentada
Ao som das ondas batendo
E eu sofrendo, sofrendo
Acordei sob o sol radioso
Aquecendo o meu coração ansioso.

Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016

Quisera





Quiseram meus olhos encontrar os teus
E neles se perderam e se encantaram
Quiseram meus beijos encontrar teus lábios
E neles aprenderem o verbo amar
Quiseram minhas mãos tocar as tuas
E nelas sentir o calor do teu afago

Quisera o destino
Que o destino nos perdesse
Quisera o destino
Que o destino nos encontrasse

Quisera-mos nós
E seremos felizes.
Quisera-mos nós
E amanhã o sol raiará.

Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Se O Mar Me Olhasse




Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim
Quando o fito e miro e beijo em segredo
Descobriria os meus sonhos secretos
Aqueles que só o meu coração sente
E a minha mente deseja ansiosamente
Falaria de mim em redor dos medos
Que me fazem não ser o “eu” que quero
Que me fazem perder os momentos que desejo
Falaria das minhas ambições e mitos
Dos meus trilhos escondidos
Dos caminhos jamais percorridos
Sonharia comigo os sonhos de menina
De adolescente e de mulher
Pisaria a areia movediça em que me movo
E calcaria os passos que os meus pés calcam
Descobrindo os meus caminhos secretos
.
Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim.

Maria Antonieta Oliveira
30-10-2016





sábado, 22 de outubro de 2016

Seria Feliz





Se eu pudesse
Morava na praia
Para ver o sol nascer e se perder no horizonte longínquo
Se eu pudesse
Bebia a água do mar
Para poder viver nele e sempre navegar
Se eu pudesse
Corria atrás das nuvens
Para me sentir livre e com elas poder voar
Se eu pudesse
Plantava uma floresta
Para nela me esconder e a sós puder meditar
Se eu pudesse
Criava um museu
Para nele depositar as minhas lembranças e nelas viver
Se eu pudesse
Mergulhava no infinito
Para nele me perder e me reencontrar
Se eu pudesse
Mudava o mundo
Para ter a alegria de ver as pessoas em paz

Se eu pudesse
Ah se eu pudesse!
Tudo seria diferente
Recomeçaria a vida
Criava outro caminho
E seria feliz.

Maria Antonieta Oliveira
22-10-2016





sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Escrevo Em Silêncio







Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos
No restolho da vida que passa
Escrevo palavras de ontem
No hoje de um amanhã incerto.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças o meu suspirar
No espaço do meu sentir
De um coração agitado
Em imagens replectas de sonhos.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos em vão
Na procura de dias felizes
Em momentos partilhados
De um amor infinito de prazer.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças este meu sonhar
Na noite da cama dormindo
Do dia da vida sentindo
Em que tu e eu passamos.

Escrevo-te em silêncio
Para que ouças o som das minhas palavras.

Maria Antonieta Oliveira
21-10-2016

Igreja Iluminada





Toca o sino
A aldeia em alvoroço
corre para a igreja
são as doze badaladas
é a missa do galo.

A igreja está engalanada
Junto ao altar
O presépio iluminado
Maria, José
E o menino Jesus
nas palhas deitado
O povo reza:
Pede paz e pão
Pede saúde e perdão
Entre abraços e beijos
Os votos são desejados
A missa termina.

A aldeia em alvoroço
mais calma e tranquila
regressa a casa
onde a mesa recheada os aguarda
para a ceia de Natal.

Maria Antonieta Oliveira
21-10-2016



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Poemas





Ouço os teus passos
Nas batidas do meu coração
Ouço a tua voz
Nos lábios abertos ao amor
Ouço doces palavras
No som dos beijos trocados.

Momentos
Sonhos
Poemas

Continuo a sonhar
Porque,
Continuo a te amar.

Maria Antonieta Oliveira
20-10-2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Que Fui






Sinto falta de ser quem fui
De viver intensamente entre gente
De me rodear de amor
De ter liberdade e viver sem saudade
Sinto falta da minha realização
Do meu eu de antigamente
Sinto falta de ser quem fui.

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2016



Extasiada




Extasiada
encontro o teu olhar perdido no meu
Extasiada
perco-me no teu olhar
E assim perdida
encontro-me para continuar.

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2016

Olho o Mar





Vejo o mar
No teu olhar

Esse mar onde me quero (re)encontrar
Esses olhos que quero beijar
Esse tempo, esse amor que quero viver.


Ondulo ao som da maré
Na praia da vida onde passeio
Areias e pedras resvalam nos meus pés
Doridos, sofridos, caminham
O sol aquece o meu corpo
A mente aquece minh’alma.

Quero ser e viver
Nesse mar do teu olhar.

Maria Antonieta Oliveira
17-10-2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Presa Em Ti










Presa no silêncio obscuro
Dos teus lábios nos meus
Sinto-me solta de vontades
Inebriada de sonhos e paixões
Volátil de sentidas emoções

E,
Em teu corpo me perco e me encontro
Em nossa cama de alvos calores
Brincamos de longos amores
Em que tu e eu unidos
Por laços inolvidáveis no tempo
Sonhamos e amamos e sonhamos
E nos perdemos na vida do dia que passa.

Presos nesse longo silêncio
Acordamos num feliz amanhecer
E somos um só, num só ser
Para um todo sempre sem saber
Quando nosso fim virá nos acordar
Desses doces e puros momentos de magia
Em que estarrecidos vivemos nosso dia.

E,
Em teu corpo me perco e me encontro.

Maria Antonieta Oliveira
12-10-2016







segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quanto Amor






Ouvi tua voz ofegante
E desejei ser tua amante
Desejei sentir o calor do teu abraço
Quente e forte, meigo e terno
Como senti no outro dia
Quando bebi contigo um café
Lembras-te amor?

Quanta doçura num simples olhar
Quanto amor ainda temos para dar.

Maria Antonieta Oliveira
10-10-2016