O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Tons Mouriscos
Sonharei em tons mouriscos
De um castelo encantado
Onde um dia morámos
Amámos e fomos felizes
Entre ameias e folhagem
Beijos e carinhos, trocámos
Na candura e pureza da juventude
Sonhos e ambições, partilhámos.
Sonharei como sonhava então
De afagos e mão na mão
Caminharmos sem destino
Na incerteza desse caminho
Seguirmos a estrela da vida
Encontrarmos uma gruta perdida
E dela fazermos nossa guarida
Vivendo o sonho só nosso.
Sonharei em tons mouriscos
E dormirei feliz.
Maria Antonieta Oliveira
27-12-2016
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Poema de Natal
Queria escrever um poema de Natal
Só para ti,
que fosse só teu
só nosso.
Que dizer que já não fosse dito?!
Paz, amor, saúde, felicidade,
harmonia entre a família
E nós onde ficamos?
A nossa felicidade
fica na eterna saudade
na paz do amor ainda sentido
nos sonhos por sonhar
e na vida por viver.
Mas, eu queria escrever um poema de Natal
Só para ti.
que fosse só teu.
só nosso!
Nesse nosso poema de Natal
o menino Jesus nos traria
mais dias de felicidade
entre horas de saudade.
Seriamos eternos enamorados
Na magia dos deuses viveríamos
No calor do amor sonharíamos
Seriamos um só poema
no Natal do menino Jesus.
Maria Antonieta Oliveira
22-12-2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
Amor Sem Tempo
O amor não tem dia nem hora marcado
Acontece a qualquer momento
Não avisa nem pede licença
Entra e acomoda-se a seu jeito
Usa e abusa das linhas do coração
Faz sorrir e chorar sem limitações
Doe de prazer e emoção.
O amor é vadio e traidor
É um caminho imperfeito
Que corre ao seu jeito
Sem dó nem piedade
Num coração fragilizado
Carente e solitário
Inocentemente apaixonado.
O amor não tem dia nem hora marcado.
Maria Antonieta Oliveira
17-12-2016
A Vida é Uma Fantasia
A vida é uma fantasia
Uma irrealidade bem real
Um sonho por sonhar
Um viver indiferente
À vida que passa de repente
É uma incógnita permanente
A vida é um desespero
É um mundo por inteiro
Que cai e desmorona
Que destrói e pressiona
Maltrata e beneficia
A vida é uma eterna fantasia.
Maria Antonieta Oliveira
17-12-2016
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Gaivota Perdida
Abri a janela do mar
No parapeito uma gaivota veio pousar
Perguntei-lhe pelos meus entes queridos, já partidos
Se nas estrelas os podia encontrar
Na bruma dos dias paridos cinzentos
Ou no sol da vida vivida passada
Sorriu-me feliz e voou nas asas do sonho.
Uma fraga atrevida veio à praia morar
Nela trazia escondida a vieira da paz e da vida
Sorri-lhe feliz e saudosa, perguntei
Onde encontrar os carinhos e os beijos
Daqueles que amo e perdi no tempo
Olhou-me, com voz de trovão acelerou
E partiu para o outro lado do mundo.
Sentei-me na rocha esquecida e meditei
Coração traidor, sofrido
Amores passados, vividos
Saudades, remorsos, sonhos, ilusões
E, sem me aperceber estava ao meu lado
A gaivota perdida no espaço.
Maria Antonieta Oliveira
09-12-2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Lágrimas
Dá-me uma lágrima do teu sorriso
E chorarei contigo
Entre lágrimas e sorrisos nossos
Seremos felizes
Põe a tua mão na minha mão
E caminharemos juntos
Olha os meus olhos nos teus
E encontraremos o caminho
Seguiremos a linha do coração
A ténue sombra das margens soltas
Sobrepõe os sonhos do limbo
Num fim sem fim por viver
Num insano compasso descompassado
Recuo entre muros de pedras soltas
Partilho sentires proibidos
Caminhos secretos só meus
Sentindo e amando
Vivendo e sofrendo
Dá-me uma lágrima do teu sorriso
E chorarei contigo.
Maria Antonieta Oliveira
08-12-2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Sorrio Chorando
Num sorriso perdido entre lágrimas
se faz o meu caminhar
do sal deste mar que me consome
vivo o dia que passa sem rasto.
Caminho sozinha nos sonhos que sonho
Vagueio no mundo sem destino certo
Me encontro, me perco e continuo
Os dias são longos nos anos perdidos
O tempo voa no espaço
E no espaço percorrido verto sentires.
A cabeça dói
O coração sofre
A alma chora
E eu
Quero desistir.
Maria Antonieta Oliveira
02-12-2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Não Quero Mais Natais
Não quero mais natais
Nem mais anos para viver
Cansei!
Estou cansada de mim
De ti, de nós.
Os dias passam e eu passo nos dias
A vida já nada me diz
Já não me surpreende
Já nada me dá
Tudo o que desejei, tive, sem ter
Tudo o que desejo, já não tenho
Sonhos estão desfeitos
Tudo me impede
Tudo me destrói
Nada me acalenta
Já não sou eu.
Se as forças me ajudassem
O amanhã não seria um novo dia.
Hoje, seria o fim de tudo o que vivi sem viver.
Maria Antonieta Oliveira
01-12-2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Tenho Medo
Tenho medo
Dos dias em que não te tenho
Tenho medo
Dos beijos que te não dou
Tenho medo
Dos desejos que sinto em mim
Tenho medo
De perder o que jamais tive
Tenho medo
De ser o que não quero
Tenho medo
Do amanhã sem ti
Tenho medo
Da vida sem vida que vivo
Tenho medo
De mim quando tu não estás
Tenho medo
Da escuridão da noite
Tenho medo
Dos dias frios de inverno
Tenho medo
De ter medo de mim.
Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016
Pérola Prometida
Apalpo o caminho que me tolhe os passos
E sinto-me presa à solidão do tempo
Que me consome e ofusca os dias
Que me dói e acalenta devaneios
Quero viver sorrindo à vida
Desinibida e solta no destino
Sem freios nem medos desmedidos
Com fé e esperança no sol que me aquece
Com sorrisos banhados de certezas.
Quero ser a pérola prometida
À vida da vida que passa por mim.
Quero viver na cúpula dos sonhos
Na terra onde piso
o caminho que me tolhe os passos.
Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016
Somos
Sou tua nas roupas que me vestes
Sou tua quando me despes
Sou tua quando me beijas e abraças
Sou tua quando me amas na cama
Sou tua quando me olhas nos olhos
Sou tua quando me sentas em ti
Sou tua quando me sonhas e te sonho.
Sou tua, és meu, somos nossos
Nos sonhos que ambos sonhamos.
Maria Antonieta Oliveira
29-11-2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Saudades Tuas
Sinto saudades tuas
Nas noites longas em que estou só
Saudades do teu corpo doce e quente
Dos teus beijos longos e molhados
Nesta ausência que me dói e mata
Sinto saudades tuas.
Ao longe vejo o mundo passado
Tão perto de mim, tão perto de nós
Vivências de dias felizes
Momentos jamais esquecidos
Tão nossos, tão nossos e tão bons
Ansiados num desejo sem fim.
A solidão faz-me companhia
Nos serões destas noites frias
Aqui e além vejo o teu rosto sorrindo
Nas sombras caiadas das paredes alvas
Abraço-te em sonhos desmedidos
E vivo, e sofro, e caminho contigo.
Sinto saudades tuas, amor.
Maria Antonieta Oliveira
28-11-2016
domingo, 20 de novembro de 2016
A Flor do Amor
Olho a flor que me deste
Já murcha e ressequida
Mas ainda com o teu cheiro
Nela vejo o teu sorriso
E sinto o prazer do teu olhar
Ouço a chuva que cai no beiral
Também dos meus olhos a chuva cai
Salgada como a água do mar
Fria como frio está o meu coração
Lá fora o tempo parece parar
No meu peito o tempo voa demais
Quero com ele voar e pousar
Naquele braço de mar
Que conduz ao luar do amor.
Aquela flor sem brilho
Olha-me de frente
E eu de repente estremeço
Quase não me reconheço
Mas conheço o odor
Nas pétalas esquecidas
Da vida já passada.
Sem vida
A flor do amor
Com vida
O amor em flor.
Maria Antonieta Oliveira
20-11-2016
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Jazia No Chão
Junto ao candeeiro jazia no chão
Qual folha de outono soprada p’lo vento
Descalça, sem tecto
Desnuda, sem leito
Um corpo franzino
de ossos carcomidos
vencidos pela fome.
Guerreira num mundo sangrento
Outrora flor de um jardim feliz
Agora ruína, destroçada, infeliz.
Na luz ténue
Adormecia e sonhava
Ser flor renascida
na primavera da vida.
Maria Antonieta Oliveira
18-11-2016
Na Magia da Noite
A noite caiu na plenitude do meu ser
E lembro-me de ti
Sinto saudades do ontem perdido
Ouço a tua voz cantante
No silêncio do meu quarto
E lembro-me de nós
Na sombra da parede defronte
Vejo o teu rosto sorrindo
E sorrio para ti
Abraço a almofada esquecida
Na penumbra da noite
E sinto-me feliz
Como se te abraçasse a ti, amor.
Na magia da noite
Vivo o sonho de te amar
E assim, adormeço em nós.
Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Mente Baralhada
De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada
Onde me esperam desvios e desatinos
Incertos trilhos e destinos esquecidos
Na frondosa floresta, me perco
Nem sol nem lua me acompanham
Sinto-me só, desesperadamente só
Procuro conforto no silêncio das árvores
No manto das nuvens encontro o calor
Que aquece o meu coração magoado
Sofrido e gelado na esperança vã
De um amanhecer sorridente e caloroso
De um amanhã em que me reencontre
Em que saiba como ser feliz sem sofrer.
No brilho das estrelas encontro a paz
Tão curta e ligeira como a felicidade do momento
O momento que passa e deixa saudade
Saudade traiçoeira, matreira e ingrata
Que magoa e faz chorar um coração empedernido
A chuva que cai impiedosa limpa meu ser pecador
Dos meus olhos tristes correm lágrimas de sal
E sofro, e choro, e grito, e imploro
Perdão!
Perdão, meu Deus!
Perdão!
De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada.
Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Sou Lua
Sou lua que parte
Para destino incerto
Sou nuvem sou sol
Sem rumo sem tecto
Sou lua escondida
Espreitando a vida
Da onda gigante
Que passa galopante
Sou lua despida
De tudo e de nada
Brilhando no mar
Deixando saudade.
Sou lua!
Sou Tua!
Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016
domingo, 13 de novembro de 2016
Quando Eu Morrer
Quando eu morrer
Na volta da vida
Vou ser o que quero
Viver os meus sonhos
Ser livre e voar
Dançar na noite
Cantar ao luar
Caminhar ao sol
Ouvindo o teu canto
O teu marulhar
Não quero pensar
Na mente dos outros
Não quero pisar
O caminho certo
Não quero fazer
Tudo o que é correcto
Não quero, não quero
A prisão da vida
Quando eu morrer
Quero ser esquecida.
Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Espelho
Olhei-me no espelho da alma
E vi a menina magricela de outrora
Triste e desanimada com a beleza
A menina amada pelos meninos
De olhares inocentes e puros
A menina introvertida
Sem nenhuma amizade
Sem sonhos para viver
Sem vida para sonhar
Fechada na janela aberta para a rua.
Olhei-me no espelho da alma
E fiquei triste por mim.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016
Saudades Tuas
Deposito meu corpo na cama fria
Minhas mãos tateiam os lençóis alvos
Dedo a dedo, palmo a palmo, e nada encontram
Estendo os braços para o lado
E tu não estás para me abraçar
Recordo teu olhar doce e terno
Tuas mãos macias percorrendo o meu corpo
Os teus lábios carnudos beijando os meus
Recordo-te no meu imaginário
Nos meus sonhos perdidos.
Recordo-te
E sinto saudades.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016
Ao Acordar
Amanhã ao acordar
Beijo os teus lábios amor
Cuido de ti com fervor
Dou-te abraços com carinho
Enamoro o teu olhar
Fico presa no teu abraço
Gozando o brilho do sol
Amanhã ao acordar
Vou sentir o teu calor
Olhar teus olhos brilhantes
Abraçar teu corpo sequioso
Pelo meu do teu desejoso
Embrenhada de prazer
Inebriada de sonhos.
Amanhã ao acordar
Vou ser feliz, amor.
Maria Antonieta Oliveira
17-04-2016
Tirem-me Daqui
Não pertenço aqui
Tirem-me deste lugar onde insisto estar
Tirem-me!
Levem-me para bem longe
Para um mundo diferente
Onde reine a paz e a alegria
Onde haja pão e amor
Onde as crianças sejam felizes
E os idosos se sintam petizes
Um mundo de eterna felicidade.
Tirem-me daqui!
Maria Antonieta Oliveira
11-11-2014
Perdida
No momento em que
Os gritos dilaceravam o coração
As lágrimas corriam quais rios à procura do mar
Desse mar sem fim, profundo e imenso
Nesse momento me senti perdida
Perdida sem ti.
Maria Antonieta Oliveira
14-01-2015
Quero Relaxar
Quero relaxar
Parar de sentir
As dores do teu sofrimento
Sorrir
Rir
Saltar
E gritar bem alto
A minha
A nossa alegria
Extravasar agonias
Gritar dores
Sentidas por ti
Sofridas por mim
Quero cantar vitória
E a Deus agradecer
Dias
Horas
Momentos
A vida que estou a viver.
Quero relaxar
Preciso relaxar
Quero viver.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016
O Frio No Meu Peito
De novo o frio
Aperta o meu peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito
Gelada trémula e triste
Caio no mundo louco onde vivo
E resisto a mais uma incerteza
Das certezas por que me motivo
E entre as pedras soltas
Que me surgem no caminho
Saltito de uma para a outra
Na busca de um quente destino
Para aquecer o meu leito
E nele adormecer contigo
Deposito pétalas de rosa vermelha
E enrosco-me num abraço amigo.
O frio que me aperta o peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito
Insiste e permanece a doer.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Barco dos Sonhos
No barco dos sonhos
Naveguei sozinha
Pelos mares d’outrora
Flutuei nas ondas dos ventos
Sorvi o olhar das gaivotas passantes
Num beijo salgado das lágrimas caídas
Adormeci ao luar quente
Da noite vadia passada contigo
O mar traiu o meu sentir
As vagas galgaram os meus anseios
Destruíram os meus sonhos
Destroçada fiquei na rocha sentada
Ao som das ondas batendo
E eu sofrendo, sofrendo
Acordei sob o sol radioso
Aquecendo o meu coração ansioso.
Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016
Quisera
Quiseram meus olhos encontrar os teus
E neles se perderam e se encantaram
Quiseram meus beijos encontrar teus lábios
E neles aprenderem o verbo amar
Quiseram minhas mãos tocar as tuas
E nelas sentir o calor do teu afago
Quisera o destino
Que o destino nos perdesse
Quisera o destino
Que o destino nos encontrasse
Quisera-mos nós
E seremos felizes.
Quisera-mos nós
E amanhã o sol raiará.
Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016
domingo, 30 de outubro de 2016
Se O Mar Me Olhasse
Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim
Quando o fito e miro e beijo em segredo
Descobriria os meus sonhos secretos
Aqueles que só o meu coração sente
E a minha mente deseja ansiosamente
Falaria de mim em redor dos medos
Que me fazem não ser o “eu” que quero
Que me fazem perder os momentos que desejo
Falaria das minhas ambições e mitos
Dos meus trilhos escondidos
Dos caminhos jamais percorridos
Sonharia comigo os sonhos de menina
De adolescente e de mulher
Pisaria a areia movediça em que me movo
E calcaria os passos que os meus pés calcam
Descobrindo os meus caminhos secretos
.
Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim.
Maria Antonieta Oliveira
30-10-2016
sábado, 22 de outubro de 2016
Seria Feliz
Se eu pudesse
Morava na praia
Para ver o sol nascer e se perder no horizonte longínquo
Se eu pudesse
Bebia a água do mar
Para poder viver nele e sempre navegar
Se eu pudesse
Corria atrás das nuvens
Para me sentir livre e com elas poder voar
Se eu pudesse
Plantava uma floresta
Para nela me esconder e a sós puder meditar
Se eu pudesse
Criava um museu
Para nele depositar as minhas lembranças e nelas viver
Se eu pudesse
Mergulhava no infinito
Para nele me perder e me reencontrar
Se eu pudesse
Mudava o mundo
Para ter a alegria de ver as pessoas em paz
Se eu pudesse
Ah se eu pudesse!
Tudo seria diferente
Recomeçaria a vida
Criava outro caminho
E seria feliz.
Maria Antonieta Oliveira
22-10-2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Escrevo Em Silêncio
Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos
No restolho da vida que passa
Escrevo palavras de ontem
No hoje de um amanhã incerto.
Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças o meu suspirar
No espaço do meu sentir
De um coração agitado
Em imagens replectas de sonhos.
Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos em vão
Na procura de dias felizes
Em momentos partilhados
De um amor infinito de prazer.
Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças este meu sonhar
Na noite da cama dormindo
Do dia da vida sentindo
Em que tu e eu passamos.
Escrevo-te em silêncio
Para que ouças o som das minhas palavras.
Maria Antonieta Oliveira
21-10-2016
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