O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
terça-feira, 14 de julho de 2020
Sons Em Mim
Acordei em mim
Os sons de outrora
Dos sinos que tocavam as horas
Do dia, da vida e da morte
Da tua voz de homem pequeno
Forte e grossa
Dos ralhetes gritados
E dos tabefes levados
Do silêncio dos nossos olhares
E o tlim-tlim do electrico da manhã
O som do cacilheiro a chegar
E da rede do peixe a secar
Do rio, do mar a ondular
Sons cruzados em mim
Na minha vida
Na plenitude do meu ser.
Maria Antonieta Oliveira
14-07-2020
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Espaço Vazio
Sobrevoei o teu espaço
Na esperança de te ver a nadar
Nas águas onde um dia nadamos juntos
Frias, quase geladas
Aquecidas pelo calor do nosso amor
A piscina estava vazia
De ti, nada vi
Até o sol desapareceu
Senti frio, arrepiei-me, estremeci
Mas senti uma mão quente pousada em mim
Receosa, virei-me ao encontro desse afago
Sorri de felicidade
A mão, era a tua, aquecendo-me
Dando de novo alento
Ao espaço vazio
Deixado no tempo de outrora.
Maria Antonieta Oliveira
13-07-2020
domingo, 12 de julho de 2020
Jardim
Bom dia, flor do meu jardim
És tu, a mais bela e cheirosa
O teu odor veio até mim
Acordou o adormecido
Mas jamais esquecido.
Flor perfumada pela vida passada
Flor nascida num jardim longínquo
Algures nos caminhos arvorados
Não te colhi nem me colheste
Ficou eterna no jardim da nossa vida.
Maria Antonieta Oliveira
12-07-2020
Bebi-te
Bebi-te de um trago
Sem fôlego, beijei a boca ávida de prazer
Saboreei os teus lábios
O teu corpo, o meu corpo
Os teus olhos nos meus olhos
Sabores trocados em simples olhares
Embriagada, enamorada
Seguro a tua mão com ardor
O ardor e o amor de outrora
Esvaziei o copo
Sem ti em mim
Fiquei na minha eterna solidão.
Maria Antonieta Oliveira
12-07-2020
sábado, 11 de julho de 2020
O Tempo Escasseia
Onde está o amor que te dei?
E a educação que te ensinaram
Onde está?
O carinho, os beijos, os cuidados
Esqueceste-os todos?
Ou será que os tens no sótão guardados?!
Sobe a escada, abre o baú
Recupera e dá
Mas dá com verdade e lealdade.
Tiveste demais
Hoje poderias retribuir um pouco
E farias feliz quem precisa
Apenas de um olá, ou de um - viva.
Com a frieza em pessoa
Enganas com um olhar
E a doçura da voz traidora.
O tempo escasseia
Nada me resta.
Maria Antonieta Oliveira
11-07-2020
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Outros Tempos
Seis metros quadrados
Sem janela ou porta
Uma cortina pesada separava
O estreito corredor improvisado
Por onde outros passavam
Por companheiros de brincadeira
Galinhas, perus, coelhos bravos,
Codornizes, outras aves
Habitantes da cozinha
Por debaixo da mesa grande
Mas também raros insectos
Baratas e ratazanas
Eram o seu dia a dia
Mais chique eram as joaninhas
Vindas da beira rio
Com cheirinho a maresia.
Sem janela ou porta
Sem ninguém para brincar.
Maria Antonieta Oliveira
10-07-2020
Contrato Selado
Selei o contrato com o beijo que te dei
Há muito era esperado, desejado
Ambos o queríamos sem saber
Onde estavas?
Onde eu estava?
O tempo maroto passou
Com ele também crescemos
Vivemos, amadurecemos
Mas, jamais esquecemos.
Quis o destino, o universo, o acaso
Ou simplesmente, tinha que ser
E de novo juntos em separado
Selamos o nosso contrato
Com aquele beijo tão desejado.
Maria Antonieta Oliveira
10-07-2020
Num Poema
Num poema te beijo
E vejo
Num poema te amo
E clamo
Num poema te sinto
E pressinto
Num poema te escrevo
E em ti me revejo
Num poema és palavra
E nele deixo a minha lavra
Porque
Num poema existes
Tu, poema
Eu, poesia.
Maria Antonieta Oliveira
10-07-2020
Rede Vazia
(Foto de um desafio HP)
Quando o vento sopra a favor
E o sol se põe no mar
Há esperança renovada
O sonho levado pro mar
De a rede cheia trazer
Mas o mar é traiçoeiro
E nem sempre dá peixe à rede
O pescador sem comer
Os filhos no lar a chorar
É assim a vida do pobre homem
Olha o sol a nascer
E de rede vazia
Volta a casa sorrindo
Na esperança de novo dia.
Maria Antonieta Oliveira
10-07-2020
Quando o vento sopra a favor
E o sol se põe no mar
Há esperança renovada
O sonho levado pro mar
De a rede cheia trazer
Mas o mar é traiçoeiro
E nem sempre dá peixe à rede
O pescador sem comer
Os filhos no lar a chorar
É assim a vida do pobre homem
Olha o sol a nascer
E de rede vazia
Volta a casa sorrindo
Na esperança de novo dia.
Maria Antonieta Oliveira
10-07-2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
Sou Assim
Nasci no dia em que o sol brilhou mais
Não sei porque aconteceu
Nem sei porque eu nasci nesse dia
Só sei que nasci no dia em que o sol brilhou
Mas a noite escureceu
E foi à noite que a minha mãe pariu
Nasci na escuridão da noite de um dia em que o sol brilhou
Quem sabe ser por isso que sou como sou
Sou triste, como triste é a noite sem estrelas
E alegre como um dia de sol
Sou um misto de um ser
Sou um ser (in) definido com sol e lua
Brilho, luz, calor e estrelas cadentes.
Sou eu!
Sou assim!
Maria Antonieta Oliveira
07-07-2020
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Quero Apenas os Teus
Olhos verdes mar
Olhos azuis céu
Olhos castanhos ou cinzentos
Não me interessa a cor
Só quero uns, os teus
Grandes e pestanudos
Espertos e atrevidos
Ternos e apetecidos
Que me olham com ternura
E me beijam
Na candura de um olhar.
Quero apenas os teus
Os teus olhos, meu amor.
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2020
Semeei a Paz
Semeei a paz na terra dos sonhos
Levei mais sementes para na terra deitar
Semeei-as todas, reguei-as com amor
Dei-lhes a luz do sol
E o brilho da lua cheia
Dei tudo o que tinha
As sementes que plantei deram fruto
Mas a paz, ficou nas hastes mais altas
Das frondosas e viçosas árvores
Tão alta ficou que é difícil lá chegar
A guerra rente à terra é heroína
Sem semente, sem rega, prolifera.
Teimosa que sou
Semearei de novo
Talvez quem sabe
A paz vingue
E a guerra acabe.
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2020
Descoberta
Sentado na pedra fria do degrau já gasto
Olhas-me de soslaio
Miro-te à distância e sorrio
De mim para mim, questiono:
- O que tenho?
- Porque me olhas?
Sem respostas, rabisco folhas ao acaso
E no ocaso do meu olhar com o teu
Encontro a verdade desta caminhada
Pela areia quente deste deserto
Onde tu e eu bebemos da água cristalina
Daquele rio imaginário onde um dia
Consumámos o nosso amor.
Então,
Descubro-te
Descobrindo-me.
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2020
Palavras de Amor
Caminhei no escuro de uns lençóis rasgados
Tateei ao encontro do teu corpo desnudo
Adormecido, abriste os braços para me acolher
Meu corpo gelado ao teu colado
Numa entrega lúdica, profunda, intensa
Em espasmos de prazer
Fecundámos palavras divinas, irreais
No mais belo poema de amor.
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2020
Renascer
Há ares, há rios e mares
Há aves que pipilam ou chilreiam
Há areias movediças em que cais
Há navios passando ao longe
E caravelas resistentes que navegam
Há um sol em cada um
E um olhar no horizonte
Há um sonho, um caminhar
Uma mão na mão a se entregar
Há um monte que se eleva
Há uma lua que se renova
Um azul que se encontra
Num toque doce do céu no mar
Há um brilho no olhar
Há um místico ser
Que se descobre ao nascer
Há um tudo um nada
Há o som da alvorada
Há o milagre da vida
Renascida a cada dia.
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2020
segunda-feira, 22 de junho de 2020
Falei Com a Lua
Despi-me de preconceitos
E fui ter com a lua
Abri-lhe o coração
Contei-lhe segredos só meus
Onde tu estás presente
Disse-lhe tudo… tudo…
O que fizemos e dissemos
O que não fizemos, mas desejámos
A lua, cheia, tranquila, ouviu-me
E daquele céu estrelado
Enviou-me um beijo dourado
Senti-o como se fosse teu
Desnuda e sem preconceitos
Aceitei-o e fui feliz.
Maria Antonieta Oliveira
22-06-2020
Quantas Vezes?!
Precisei de ajuda
Sim, tantas vezes precisei
Um sem número de momentos
Em que precisei de falar
Precisei de alguém que me ouvisse
Sem julgamentos ou culpas
Falar de mim
Dos meus pensamentos
Dos meus sentimentos
Das minhas ânsias e agonias
Dos meus desejos secretos
Do que não tinha e não me davas.
Ah, meu Deus, quantas vezes?!
Pensei no fim, mas continuei
Hoje, ouço quem fala e sei ouvir
Sem, contudo, ter encontrado
Do outro lado o ombro
O ser ouvinte para me apoiar
Mas eu, estou aqui para ti
Para te ouvir sem te culpar
Desabafa amigo no meu ombro
Acolho o teu sofrimento
Seco as tuas lágrimas
Adoço os teus dias com o sabor
Do mel solto das abelhas voando.
Ah meu Deus, OBRIGADA!
Maria Antonieta Oliveira
22-06-2020
segunda-feira, 15 de junho de 2020
Fome e Miséria
Quantas mentiras e sorrisos falsos
Quantas verdades enganadas
Quantas vidas destroçadas
E as areias movediças levam e trazem
E as ondas altaneiras seguem o rumo
E os barcos parados na praia
Traineiras vazias sem peixe
E as redes por coser espalhadas.
Fome, miséria, desgraça
Crianças paridas na viagem perdida.
Fome, miséria, desgraça
Mentiras, verdades enganadas.
Maria Antonieta Oliveira
16-06-2020
Partirei...Ficando
Vou lavar os sonhos
Banhar o pensamento em espuma perfumada
Limpar de mim tudo o que já não me pertence
Sair para a rua e gritar bem alto:
Que estou livre, livre e solta
Que sou feliz mesmo não sendo
Vou sorrir, rir às gargalhadas
Vou sair de mim, ser a outra
Aquela que nunca fui
Aquela que queria ter sido
Mas, graças a mim e à minha inércia
À minha acomodação
Não soube partir e voar
Agora,
Perfumada em espuma
Lavarei os sonhos ainda vivos
E partirei à procura da felicidade.
Maria Antonieta Oliveira
15-06-2020
domingo, 14 de junho de 2020
Palavras Dispersas
(Desafio do Livro Aberto - RVA - Ana Coelho)
Inventei imagens felizes
Inventei sonhos em que ouço
O eco das tuas palavras
Cantas feliz ao meu ouvido
Dizes que me amas, que me queres
E eu? Será que eu te quero?!
Por mais que não quisesse
Jamais seria capaz de substituir-te
Jamais encontraria alguém como tu
Difícil seria viver sem ti
Porque
Também eu te amo e quero.
Maria Antonieta Oliveira
14-06-2020
Inventei imagens felizes
Inventei sonhos em que ouço
O eco das tuas palavras
Cantas feliz ao meu ouvido
Dizes que me amas, que me queres
E eu? Será que eu te quero?!
Por mais que não quisesse
Jamais seria capaz de substituir-te
Jamais encontraria alguém como tu
Difícil seria viver sem ti
Porque
Também eu te amo e quero.
Maria Antonieta Oliveira
14-06-2020
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Gratidão
Derramei pelas ruas
Lágrimas salgadas de dor
Pestanas humedecidas
Lábios sabendo a sal
Mãos erguidas ao Céu
Uma prece, uma reza
Um olhar o céu escurecido
O fim de um dia triste
Soltei-me, libertei-me
Num momento de gratidão
Senti a tua Paz presente
Senti a Tua protecção.
Maria Antonieta Oliveira
12-06-2020
Meia Viola
Meia viola descarnada
Cordas soltas pelo chão
Meio fado por cantar
Meia vida por escrever
As notas perdidas
Entre o Sol e o Dó
Ficaram na escuridão
De um coração a sofrer
Na chinela a bater.
Nem guitarras, nem fadistas
Nem a vida ou a morte
Nem o sol ao nascer
Ou a lua a crescer
Nada importa, nada existe
Quando o fado é cantado
Numa noite ao entardecer
Sem voz, sem palmas
Sem viola ou guitarra
Meia viola descarnada
Meia vida destroçada.
Maria Antonieta Oliveira
12-06-2020
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Portugal e Camões
(Imagem do Google)
Falar de Portugal ou de Camões
Falar de águas e mares navegados
De terras e mundos conquistados
Caravelas, ilhas e ilhéus
Índios, negros, chineses
E outros tipos de povos
Todos eles eram novos
Ao olhar dos navegadores
Falar de Portugal ou de Camões
Também é falar de poesia
É falar de amores e desamores
De guerras e guerrilhas
De rimas e redondilhas
Sonetos e tercetos
É falar de um poeta maior
É falar de um povo herói
É Portugal!
É Camões!
Maria Antonieta Oliveira
10-06-2020
Falar de Portugal ou de Camões
Falar de águas e mares navegados
De terras e mundos conquistados
Caravelas, ilhas e ilhéus
Índios, negros, chineses
E outros tipos de povos
Todos eles eram novos
Ao olhar dos navegadores
Falar de Portugal ou de Camões
Também é falar de poesia
É falar de amores e desamores
De guerras e guerrilhas
De rimas e redondilhas
Sonetos e tercetos
É falar de um poeta maior
É falar de um povo herói
É Portugal!
É Camões!
Maria Antonieta Oliveira
10-06-2020
quinta-feira, 4 de junho de 2020
Perfume de Rosa
Hoje, o céu ficou mais florido
Entrou nele uma outra flor
Uma flor sem amor, amada
Uma Rosa linda e perfumada
Os anjos receberam-na com festa
Acordes de harpa e violino
Inundaram o espaço celestial
Com suas asas abraçaram-te
Para que te sentisses em casa
Aí será o teu lar eterno
Onde reinarás e perfumarás
Com o teu odor primaveril
O espaço que sempre será teu.
Aí, finalmente terás Paz.
Maria Antonieta Oliveira
04-06-2020
Sorri
Há muito sabia que o tempo era pouco
Há muito sentia que a viagem era breve
Mas sempre e porque o queria
Pensava que tudo me mentia
E que tu voltarias a estar aqui
Que voltaríamos a conversar amenamente
Contando nossos segredos e angústias
Dedilhando o passado e o presente
Mas não, nunca mais estaremos juntas
Nunca mais verei os caracóis loiros
Nem o teu rosto sardento.
Os sorrisos guardaste-os para Deus
Que Ele te sorria também
Para que eternamente sejas feliz
E recebas a Paz que aqui não tiveste.
Sê feliz aí, protege-nos e sorri.
Maria Antonieta Oliveira
04-06-2020
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Já Não... Já Sim...
Descobri a verdade
Nesta quarentena forçada
Uma guerra sem inimigo
Um inimigo sem rosto, que mata
Voltei a sentir-me presa
E ponderei na vida
Acordei para a minha idade
E descobri a verdade
Já não sou jovem por fora
Embora o seja em espírito
Já não me ficam bem… ou talvez fiquem
Já não devo fazer… ou talvez deva
Já não posso dizer… ou talvez possa
Já não posso ir… ou talvez possa
Já não…
Já não…
E porque não?
Claro que posso e devo, pois estou viva
Desde que saiba como agir
E no ridículo não cair.
Maria Antonieta Oliveira
03-06-2020
Quero... Sou Poeta
Quero encontrar palavras caras
Daquelas que ninguém entende
Mas ficam bem, dão outro charme
Mesmo que não façam sentido
Nem sequer soem ao ouvido
São palavras diferentes
E até o poeta é mais poeta
Estrofes rimadas
Rimas cruzadas
E o sentir? O sentimento?
É foleiro rimar com lamento
Mas eu quero ser poeta
E sou poeta
De palavras simples e sentidas
Que todos percebem ao ler
E eu as sinta ao escrever.
Palavras caras?
Diferentes?
Não!
Eu não quero esse charme
Eu quero e sou
Poeta das gentes.
Maria Antonieta Oliveira
03-06-2020
Escrevo-te
Escrevo-te ao cantar da alvorada
Enquanto tudo dorme a meu redor
As árvores continuam de ramos fechados
Abrigando os pardais e os seus ninhos
Nem o cantar do galo já ouvi
Não há rumor de algo vivo
Para além de mim e de ti
Nesta carta que te escrevo.
As borboletas já esvoaçam procurando alimentos
Já ouço o latir do cão do vizinho
E o pipilar dos passarinhos ao esvoaçar
Sinto a suavidade do vento
Batendo na janela onde te espero
Quero ouvir a tua voz e ver o teu sorriso
Ao leres esta carta que escrevi
Quando o mundo ainda adormecido
E nada fazia sentido
Eu a escrevia, ao cantar da alvorada.
Maria Antonieta Oliveira
03-06-2020
terça-feira, 2 de junho de 2020
Eu, Criança
Fui criança sem o ser
Sim, fui criança, até brinquei
Comigo e com os meus botões
Brinquei com insectos rastejantes
E outros animais solitários, como eu
Também tive um boneco de papelão
E outro mais bonito, com corpo de algodão
Tive tachos e panelas, pequenos como eu
Fiz neles muitos manjares
Com as sobras dos jantares e das sopas da Querida.
Fui médica e enfermeira com as picas que levava
Fui crescendo com aquilo que inventava
Brinquei às casas, vales e montes
No sótão habitação, da prima do coração
Pouco tempo contigo estive para variar
E voltei à solidão
A criança teve tudo, menos alguém para brincar.
Maria Antonieta Oliveira
01-06-2020
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