O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
domingo, 11 de setembro de 2016
Sei Que Sei
Sei que o sol acorda a madrugada
E a lua vem das estrelas acompanhada
Sei que vivo de sonhos e ilusões
Num mundo só meu
Onde vivo as minhas paixões
Sei tanto e tão pouco
Mas sei que sei
Sei amar-te em segredo
Sei roçar meus lábios em teu corpo sedento
Sei tocar teus olhos num beijo longo
Sei acariciar tua mente com pensamentos loucos
Sei entrelaçar desejos incontidos
E saborear tuas palavras de loucura e paixão
Sei que te quero e me queres também
Sei que ontem, hoje e amanhã
Seremos sempre e só o mesmo saber.
Sei que quero ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
11-09-2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Apenas Um Sonho
Esta noite, já era madrugada
Sonhei contigo, amor
Tua mão direita
Deslizava suavemente pelo meu seio
Timidamente disse – não
Com a tua honestidade costumeira, paraste
De novo, timidamente disse – sim
Senti então a tua mão por inteiro
Acariciando o meu seio endurecido
E teus lábios nos meus
Deleitavam-se em beijos apaixonados
Éramos um só ser em felicidade
Éramos um só amor realizado
Mas, como sonho que era
Terminou num acordar entristecido.
.
Tu e eu neste lindo sonho,
Sonhado!
Maria Antonieta Oliveira
07-09-2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Deita-te Comigo
Deita-te comigo, amor
Nesta cama feita de sonhos
Onde as rosas perfumam os lençóis
E os beijos sabem a saudade.
Deita-te comigo, amor
E sonha os sonhos da paz
Da harmonia e felicidade
Aqueles sempre só nossos
Onde moram os sentimentos
Guardados noutros momentos
Em que vivemos a mocidade.
Deita-te comigo, amor
Nesta cama feita de sonhos
Maria Antonieta Oliveira
31-08-2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Ontem...Sempre
Um toque, um sorriso
Um abraço de braço no braço
Um olhar apaixonado
Um beijo trocado
Um desejo infindo
De um amor realizado
De mãos nas mãos
E olhos nos olhos
Dois corações a compasso
Suplicam carinho doado
Sonho consumado
E vida para viver.
Um toque
Um sorriso
Um beijo
A tua mão na minha mão
E sonho acordada.
Maria Antonieta Oliveira
29-08-2016
Basta-me
Um sorriso
Basta-me um sorriso teu
Para ser feliz
Basta-me saber que estás
Para ser feliz
Basta-me um olhar teu
Para ser feliz
Basta-me saber que és
Para ser feliz
Basta-me um beijo teu
Para ser feliz
Basta-me saber que existes
Para ser feliz
Basta-me um afago teu
Para ser feliz
Basta-me saber que sim
Para ser feliz
Porque,
Basta-me ter-te
E sou feliz!
Maria Antonieta Oliveira
29-08-2016
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Felizes
Para onde me leva o destino?
Neste turbilhão da vida
Percorro um caminho já sonhado
De mão na mão, contigo a meu lado
Sinto o pulsar do coração
Por entre beijos de amor sentidos
Tuas mãos, teus braços, tua pele
Na minha carne se entranha
E a chama que chama por mim
Se eleva num doce acordar
E vivo o sonho de tanto te amar
Para onde me leva o destino?
Leva-me e vou com ele
Não sei bem para onde, mas vou
Quero ir nesse barco sem amarras
Viver o que não vivi mas sonhei
Quero de novo abraçar teus braços
Prender tuas mãos nas minhas
Sentir teus lábios nos meus beijos
Deixar-me levar na onda do desejo
Sem pudores ou tradições
Deixar elevar bem alto nossos corações.
Para onde me leva o destino?
Quero partir com ele sem embaraço
Quero que sejamos felizes num eterno abraço!
Maria Antonieta Oliveira
22-08-2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Quero Certezas
Cansei dos nãos que a vida me dá
Cansei dos sins por viver
Cansei dos talvez nas incertezas dos dias
Cansei!
Cansei!
Quero certezas
Nas certezas da vida que sonho
Quero certezas
Nos dias que me fogem nos dedos
Quero certezas
Das horas de amanhã
Quero certezas
No tempo que o tempo me dá
Quero certezas!
Cansei de incertezas!
Maria Antonieta Oliveira
11-08-2016
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Desencontros
Encosto a cabeça no ombro do teu olhar
Na esperança de te encontrar
Mas tu, teimosamente refugias-te
Por detrás do terno sorriso matreiro
Onde insisto em me perder.
Maria Antonieta Oliveira
09-08-2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Destino
Nas encruzilhadas da vida
Segui um caminho
Será o que o destino me destinou
Ou fui que troquei o destino?!
Foi o destino que o fez
Ou fui eu que fiz o destino?!
Caminhos cruzados
Destinos destroçados
Rumos incertos
Sentidos dispersos
Afinal o que fiz da vida?
O que fez a vida de mim?
Tropecei, caí, levantei-me
Ergui taças de honra
Sorri e chorei sem tino
Enlameei as ruas do caminho
Que calquei no sofrimento
Do destino traçado de lamento
Maria Antonieta Oliveira
29-07-2016
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Saudades De Nós
Sentada neste banco imaginário
Em que tu também estás
Sinto a suavidade da tua mão ausente
Beijo-te nesse olhar penetrante
De amante perdido por mim
Amo-te na paixão arrebatadora
De décadas perdidas sem ti
Olho-te de frente e sorrio
Num doce caminhar ausente
Para lá de ti, para lá de mim
Para lá de nós
Existe o mundo que nos pertence
Meu, teu, nosso
Mas sem mim, sem ti, sem nós
Onde partilhamos dias e anos
De amores e desenganos
De sonhos e ilusões
De vida vivida sem nós
Saudades, amor!
Saudades de nós!
Maria Antonieta Oliveira
25-07-2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Caminhos de Ontem
A rua estreita caminha
Nas pedras desordenadas já gastas
Comidas pelo tempo passante
As velhas casas desmaiadas
Mantêm o traço original
Mortas despidas de vida
A lembrança de amores passados
Mantem-se viva na memória
Nessas pedras pisadas
Entre beijos roubados
E sonhos de adolescente
Tu, caminhas no meu olhar
De mão na mão
Menino homem de fato e gravata
Olhar atrevido
Sorriso matreiro
Boca desejada de beijos proibidos
Saboreio cada segundo
De memórias e anseios
Momentos d’outros tempos
E vivo e revivo
E sonho acordada
Maria Antonieta Oliveira
04-07-2016
( Ida à Patrício Prazeres)
sábado, 2 de julho de 2016
Palavras
Procuro lembranças nos olhos do coração
Choram lágrimas desavindas de opinião
Cada gota de orvalho sentido
Caída na noite sofrida de solidão
É fogo gelado num peito partido
De lágrimas pisadas nos caminhos escolhidos
Cada sonho desfeito pela vida parida
Nos momentos de saudade
É mel amargo na boca desejada
De amores traídos pelos passos partilhados
Cada hora passada sem ti
Nesta vida atribulada por nuvens negras
É sol incandescente num luar sem estrelas
Na noite escura onde caminhantes erram caminhos
Cada olhar perdido no pensamento
Da miragem das águas dos mares de além
É arco-íris sem cores brilhantes
Na natureza agreste dos campos floridos
Cada palavra que escrevo
Nos poemas paridos da vida passante
É doce fel de abelhas trazido
Na vida angustiante que me persegue
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Sonhei Contigo, Amor
Sonhei contigo, amor
Passeávamos de mãos dadas
Nas areias cálidas do outono
Naquela praia nunca antes desbravada
Onde o luar e o sol se confundem
E o mar bate de mansinho
Dando à rocha todo o carinho
Que sentimos ao nos amarmos
Eu e tu
Naquela praia só nossa
Fazendo inveja às gaivotas esvoaçantes
Solitárias caminhantes do destino
Nós dois, como dois peregrinos
Unidos em nossos caminhos
Passeávamos de mãos dadas
Nas areias cálidas do outono.
Sonhei contigo, amor!
Maria Antonieta Oliveira
23-06-2016
(Escrito no Parque de campismo Minueira em Grove – Espanha)
A imagem corresponde ao local aonde escrevi para ti.
Deixei de Esperar
Deixei de esperar
Sim, deixei de esperar
Para quê voltar a sofrer
Esperando, esperando
E nada acontecer
Sonhei demasiado alto
E meu coração em sobressalto, espera
Já cansado do caminho percorrido
Espera desolado por se ter convencido
E sair de novo derrotado
Queria sonhar contigo, e sonhei
Sonhei desalmadamente
Com um passado presente
Com um futuro diferente
Em que sorria ao amor
Sorri e revivi esse amor só nosso
Sorrio e vivo de novo
Momentos de prazer e felicidade
Esperei e de novo espero
Esta nossa realidade
Mas,
Deixei de esperar!
Maria Antonieta Oliveira
01-07-2016
sábado, 11 de junho de 2016
Ilha da Felicidade
Embrulho-me nas palavras já gastas por outros poetas
E tento escrever palavras diferentes paridas por mim
Não vou falar de amor nem de saudade
Temas desbotados de tanto usados
Acalma-te mente perversa de pensamentos lascivos depravados
Também esses já explorados e mal fadados
Fome, guerra. Tristeza e dor
Violações, imigrantes, crianças sofridas e mal paridas
Doenças perigosas e outras enganosas
Não, não vou falar
Já muitos falaram, escreveram, gritaram
E o mundo não parou para os ouvir.
E da paz fingida, da miséria consentida
Dos idosos solitários ultrajados
Dos animais abandonados e mal tratados
Tanto sofrimento e maldade neste mundo de desigualdade
Não, não vou falar!
A natureza e a sua beleza
Envolvem a lua, o sol, o mar, os caminhos floridos
Areias molhadas, pisadas de mãos dadas
Olhares trocados, beijos roubados
Caminhos desencontrados, amores consumados
Amor!
A vida é amor!
Saudade!
A vida é saudade!
Temas desbotados de tanto usados
Mas sem eles avida não faria sentido.
Amor!
Paz!
Pão!
Igualdade!
E o mundo seria a ilha da felicidade!
Maria Antonieta Oliveira
11-06-2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Sou Eu
Sou vento que esvoaça no espaço
Sou tempo que se perde no tempo
Sou rio que desagua no mar
Sou ar quente do deserto
Sou andorinha migratória
Sou sol num inverno agreste
Sou pétala de rosa caída no chão
Sou terra pisada na agrura da vida
Sou pó caído ao relento
Sou nada, ou tudo de um nada
Sou chama incandescente
Sou lume, sou fogo, sou água corrente
Sou estrela cadente em noite de luar
Sou criança carente
Sou ser indolente
Sou amor, sou paz, sou guerra
Sou sonho, sou vida, sou paixão
Sou desilusão perdida
Sou pétala esquecida
Sou folha de papel em branco
Sou tudo, sou tanto
Sou eu, simplesmente, eu!
Maria Antonieta Oliveira
06-06-2016
domingo, 5 de junho de 2016
Doce Olhar
Sinto o calor dos teus lábios
Afagando os meus cabelos
Estremeço na emoção do prazer
Que enternece o meu sentir
Na esperança de um novo amanhecer
Sinto o cheiro do teu perfume
No abraço do teu braço em mim
O meu corpo sedento de ti
Embevecida olho os teus olhos doces
Aqueles por quem me apaixonei um dia
E cedo ao beijo há tanto desejado
Como se o tempo não tivesse tempo
E o ontem fosse o ontem passado
Neste presente que nos uniu de novo
Para que possamos continuar a viver
Esse sonho por nós ambicionado
Maria Antonieta Oliveira
05-06-2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Pinto As Pedras Que Piso
Pinto as pedras que piso
Com o suor do cansaço
Deste passo apressado
Com que caminho a teu lado
Pinto a calçada de preto
Das lágrimas que choro por ti
Do teu amor não me esqueci
Vivo abraçada à saudade
Pinto a calçada de rubro
Do sangue fervente em mim
Dos sonhos que sonho contigo
Eternos hinos de amor
Pinto a calçada de branco
Na paz da pomba que esvoaça
Peço-lhe eterna bonança
Saúde, amor e felicidade
Pinto as pedras que piso
Na calçada por onde passo
Das cores do arco-íris
Em todas vejo beleza
Todas piso com leveza
Não as quero magoar
Pinto-as com alegria
Dou-lhes cor e poesia
Luz, sombras e vida
Dou-lhes sonhos por sonhar
Dou-lhes beijos ao pisar
Pretas brancas desenhadas
São as cores doutras calçadas
Pintadas por outras mãos
Pisadas sem devoção
Magoadas sem compaixão.
Pinto as pedras que piso
Com a tinta do coração!
Maria Antonieta Oliveira
30-05-2016
Perdi-me No Tempo
Perdi-me no tempo
Esqueci-me das horas
E tudo passou
Agora já tarde
Caminho na vida
Tento sorrir
Não quero partir
Procuro a saída
Seguir novo rumo
Voltar para trás
Mas o tempo impune
Passa veloz
As horas são dias
Os dias são anos
E o tempo urge
Tudo me foge.
Agora já é tarde
Tudo passou
As horas esquecidas
No tempo perdida.
Maria Antonieta Oliveira
30-05-2016
domingo, 29 de maio de 2016
Desenho Palavras
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras sem nexo sentidas de prazeres
Sonhos insatisfeitos destroçados
Caminhos perdidos entrelaçados
Pensamentos dispersos desencantados
Afagos, carícias, quimeras
Memórias e sonhos de outras eras
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras de conforto e desconforto
De amores e caminhos partilhados
Sentires diversos e dispersos
Águas, rios e mares
Voos percorridos nas asas de um anjo
Nuvens passantes disfarçadas
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras de amor e de dor
De alegrias vividas no que foi ontem
De alegorias e vaidades do passado
Amo-te, amei-te e continuo a amar-te
Sentimentos fortes persistentes
Sangradas no coração já cansado
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras.
Maria Antonieta Oliveira
29-05-2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Completamente Só
Não encontro palavras para definir a minha solidão
Estou só comigo e com os meus sentires
Neste canto improvisado em que não estás
Rodeio-me de objectos, fotos e pensamentos
Mas eu estou só, completamente só
O meu coração sangra, pulula vermelho de paixão
Sinto-te em meu corpo, no fundo de mim
Abraço-te com o frenesim de quem está carente
Beijo-te, beijamo-nos profundamente
Mas eu estou só, completamente só
Uma rosa que abre e se desfolha na secretária
Um bonsai amarelecido, morto pela raiz
O bambu rejubila na sua folhagem renascida
Um Cristo pendurado entre retratos e molduras
Mas eu estou só, completamente só
As pedras sobrepostas num quadro de parede
Os meus tons, os tons terra da carpete no chão
Um aconchegante cortinado pendurado
Acolhedor este lugar a que chamo meu
Mas eu estou só, completamente só
Tu, mesmo que não queiras ou sintas, estás comigo
Povoas e habitas todos os meus pensamentos
Também vós, meus pais, me acarinham e abraçam
Numa foto antiga por de cima da secretária
Mas eu estou só, completamente só
Sempre só, comigo, apenas e só comigo
Tanto viver sem sentido, porque estou só
Só, completamente só!
Maria Antonieta Oliveira
16-05-2016
domingo, 15 de maio de 2016
Cigarro
Ainda sinto entre os dedos
O cigarro que me deste naquele dia
Era o último de um maço amaçado por ti
Ainda me queima o coração
O sabor amargo da nicotina expelida
No ultimo beijo que me deste
Era o ultimo em muitos anos seguidos
Muitos anos em que não soube de ti
Nem dos cigarros que fumaste
Nem quem sentiu o sabor da nicotina
Nem da vida que levaste, e perdi
Perdi… ganhei… vivi… amei…
E anos muitos anos passaram
E passaram sem ti
O sabor amargo da nicotina
Deu lugar ao sabor doce do amor
De um amor mais intenso e puro
Mais simples e convincente
Mais sereno e tranquilo
Mais consciente dos sentimentos
Sem cigarros amargos entre nós.
Maria Antonieta Oliveira
15-05-2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Sonho Acordada
Há tempos que não te escrevo, amor
Não que te tenha esquecido, não
Apenas, porque não preciso escrever para saberes que te amo
Sabes amor,
Antes de adormecer és tu que estás no meu pensamento
Recordo os nossos momentos
Anseio outros já sonhados, talvez por ambos
Talvez apenas por mim
Falo em surdina, sem que me ouças e desabafo
Ouço a tua voz chamando-me de amor
Sorrio à felicidade e adormeço.
Durmo calma e tranquila
Não te sonho
Não amor, não te sonho ao dormir
Porque sonho contigo em todos os minutos que vivo.
Acordada e consciente povoas meu sentir
Por isso amor, não te sonho ao dormir, sonho acordada
Quero sonhar-te enquanto viver
Quero viver para sonhar-te!
Maria Antonieta Oliveira
11-05-2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
Porta Fechada
O que está por detrás da porta que não ouso abrir?
No recato de mim, ouso pensamentos lascivos
Em que me possuis com a força da natureza
Das águas correntes nos moinhos da vida
No lume incandescente da fogueira do amor
Louca, anseio esse corpo que nunca foi meu
Vejo-te nu, de parcos farrapos vestido
E entrego o meu corpo desnudo ao teu abraço
Não sinto pudor nem vergonha
Laivos de ternura encandeiam os olhares
Lábios de loucura selam anos de paixão
Despe-te, despe-te amor e diz-me em palavras
Olha-me nos olhos e sente o meu olhar em ti
Mostra-me o pulsar do teu coração no meu
Sinto a tua língua deslizando aqui e além
Estremeço de emoção há muito apetecida
Tua mão ousada é por mim quase travada
Mas segue, prossegue o rumo que almejas
Perdidos em labirintos obtusos
Encontramo-nos, amamo-nos e gritamos ao vento:
Amor!
Amo-te!
Amar-te-ei para além deste sonho!
Ousada entrei e vivi por detrás da porta fechada!
Maria Antonieta Oliveira
19-04-2016
sábado, 16 de abril de 2016
Poema de A a Z
Desafio do poeta Joaquim Sustelo (Horizontes da Poesia)
Amo baralhar as letras
Brinco com as palavras
Consigo fazer magia
Dou prazer à nostalgia
Enredos e desalinhos
Ficam presos nos caminhos
Giestas ao por do sol
Horizontes com poesia
Imagino ser poeta
Juro ser o que não sou
Luares com outros amores
Musicais com dança farta
Neles sendo primeira-dama
Olho o céu embevecida
Procuro nele a paz da vida
Quando nasce a alvorada
Rogo a Deus muita saúde.
Sou como sou, não como queria
Tudo na vida é fantasia
Uns são nobres, outros são pobres
Vigarizados pelo destino.
Xícara de chá com bolos sonhados.
Zangar para quê se assim nascemos.
Maria Antonieta Oliveira
16-04-2016
O Nosso Café
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café
Um café bebido ao olhar um passado
Vivido, sofrido mas com sentido
Um olhar diferente doutro olhar
Em que as almas se unem
E as palavras se soltam em uníssono
O nosso café é diferente
Não é bebido na sofreguidão de viver
A calma e tranquilidade nos invadem
E degustamos paladares recíprocos
Na saudade já longa no tempo
O nosso café não tem nada a ver com o café dos outros
O nosso café é feito de amor presente
O nosso café é feito de palavras desejadas ao ouvir
O nosso café é saboreado por sonhos realizados
O nosso café é vivido e sentido em nossos corações
O nosso café é desejado e bebido com paixão
O nosso café excita e extasia o cérebro
O nosso café faz-nos momentos de felicidade
O nosso café é essa doce realidade!
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Acredito
Na rua onde me deito
Vacilo nos sonhos desfeitos
Ondulo na chuva que cai
E medito
Gotas de orvalho que piso
Gelam meus pés descalços
Olho o escuro do céu
E suplico
Enlameada e sôfrega
De alimentar a alma e o sonho
Procura a estrela que me ilumine
E grito
A lua ausente entre as nuvens
Sente a minha inquietação
Espreita-me pela nesga da vida
E replico
Não a vejo mas sinto o seu poder superior
Ajoelho na lama já pisada
Olho ao alto, ponho as mãos
E acredito
Medito!
Suplico!
Grito!
Replico!
Acredito!
Basta acreditar e ter Fé em Deus para ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
As Nossas Palavras
São tuas as palavras que profiro
Não as sonho, não as penso, não as digo
Guardo-as no silêncio do meu peito
No centro do meu sentir
No âmago do meu ser
No fundo de mim
Estreitam-se laços de mimosas
Palavras entrelaçadas nas folhas
Ao vento primaveril que sopra
Levando-as e trazendo-as
Nas asas de uma pomba branca
Na paz que perdura elevada ao céu
Palavras ditas em surdina
Na penumbra da noite suave
Calma e tranquila
Leve como uma pena
Em que os pássaros se acolhem
E a lua brilha por de cima do monte
As tuas palavras que guardo
São minhas, as minhas palavras
De alegria, de paz, de felicidade
De sonho e de realidade
As minhas palavras, são tuas
As palavras de amor são nossas.
São nossas as mesmas palavras!
Maria Antonieta Oliveira
12-04-2016
Vida e Sonhos
A vida e os sonhos cruzam-se no caminho
Uns seguem, outros ficam retidos pela vida
Tenho sonhos, muitos sonhos
Sonho minutos, quiçá horas
De amor realizado contigo a meu lado
Esquecendo deveres
Sentindo prazeres há muito sonhados
Sonhos que partilho em pensamento
Que sopro ao vento para lá chegarem
Na resposta muda, eu ouço, eu leio
Que o teu sonho é igual ao meu.
Eu tenho um sonho!
Nós sonhamos juntos!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
13 de Abril
Num 13 de Abril do século passado
Abriste os olhos à primavera
Sorriste e venceste!
Muitas e longas primaveras caminhaste
Com socalcos profundos, mágoas e lutas
Lutaste e venceste!
Trilhaste a vida escolhida
Por ti, por Deus, quem sabe
Confiaste e venceste!
Rezaste dias e noites
Pelos teus sofredores
Foste ouvida e venceste!
Mas a vida cedo te traiu
E a tua última primavera
Feneceu e partiste
Derrotada na vida perdeste!
Cedo demais, minha mãe!
Saudades tuas!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
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