P
alavras, sentires, dúvidas
O
des, lírica, sonetos
E
ntrelaços de abraços
S
entimentos, amor e poesia
I
ntimidades, realidades
A
limentam o dia do poeta!
Maria
Antonieta Bastos Alentado
21-03-2024
O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
P
alavras, sentires, dúvidas
O
des, lírica, sonetos
E
ntrelaços de abraços
S
entimentos, amor e poesia
I
ntimidades, realidades
A
limentam o dia do poeta!
Maria
Antonieta Bastos Alentado
21-03-2024
Degrau
a degrau descendo
A
vida foi-te levando
Mas
ficaste e ficarás para sempre
No
meu coração saudoso
Meu
querido Pai!
Maria
Antonieta Bastos Alentado
19-03-2024
Não
sei que dia é hoje
Dia
do pai por ser dia 19 de Março?
E
porque não há de ser dia da mãe
Por
ser o aniversário da Francisca?
Francisca
era a minha mãe
Mas,
também é a minha neta
E
agora? Que dia é hoje?
O
dia do pai?
O
dia da mãe?
Ou
O
dia da neta?
Não
te baralhes mais
Todos
o dias são dias do que quisermos
São
dias dos que amamos
E,
neste meu caso
É
o dia de três dos meus grandes amores
É
o teu dia pai, porque dizem que sim
É
teu dia mãe, porque inspiraste a tua neta
É
o teu dia, minha querida e adorada princesa
Porque
foi a 19 de Março que nasceste.
PARABÉNS,
MINHA AMADA ICA sempre aqui!
Maria
Antonieta Bastos Alentado
19-03-2024
Já
não tenho alegria, nem esperança
Nada nem algo que valha a pena
Vou
sair desta vida infeliz
Vou
renascer noutro local
Tentar
ter outra família com amor
Que
me dê carinho, beijos e ternura
Que
sejam a minha salvação
Quero
ter uma família.
Se
errei, digam-me onde errei
E
pedirei perdão
Explicarei
porque o fiz
E
decerto me compreenderão
Quanta
mágoa vai neste coração
Quantas
lágrimas derramadas em vão.
Maria
Antonieta Bastos Alentado
06-03-2024
Se
eu fosse poeta
Contava
as estrelas uma a uma
De
cada, fazia um poema
A
quem já partiu
Mas,
essencialmente a quem ainda está
Fazia-te
um poema de amor
Com
beijos, com abraços e muito carinho
Dizia-te
que te adoro e que te amo
Como
sempre te digo, meu príncipe
Ou
a ti, minha princesa a quem também digo:
-
Estou sempre aqui para ti, para tudo o que for preciso.
Se
cada estrela fosse uma flor
Vós
serieis o meu jardim
Para
vos ver sorrir felizes
Rodeados
de cor e alegria
E
correndo me abraçando de felicidade
Pelas
flores e pelo brilho das estrelas.
Se
eu fosse poeta
Dar-vos-ia
este poema
Sem,
lágrimas ou sofrimento
Mas
com saudade e muito amor.
Maria
Antonieta Bastos Alentado
06-03-2024
Lira
que lira
Toca
que toca
Lágrimas
em poesia
Saudades
em espuma batida
Na
proa, imagino-te
Chegas
numa abraço que nunca demos
E
o mar caminha, caminha
Na
solidão de um coração sofrido.
Lira
que lira
Toca
que toca
Imagens
e sonhos…
Maria
Antonieta Bastos Alentado
28-02-2024
Numa
pequena cela
Eu
e tu, apenas nós
Os
outros, eram apenas, os outros
Tu
comigo e eu com a minha pena
Pena
de um coração em sofrimento
Pena
com que escrevi o meu sentir
Escrevi
páginas sem fim
Palavras,
talvez, sem nexo
Escrevi
para ti, de ti e de nós
Num
sonho imaginado
Cela…
prisão… perdão… fugir…
Nesta
cela/prisão escrevi… escrevi…
O
que fez de mim o maior poeta Português
Ainda
hoje, 500 anos depois sou dos maiores
Ainda
hoje em todo o Mundo
Sabem
que foi Camões
Porque
Camões soube contar a sua triste história
Numa
pequena cela, onde os sonhos surgiam
Num
acordar adormecido onde me prenderam.
Mas,
fui um herói!
Mas,
sou um herói!
Sou LUIZ
VAZ DE CAMÕES!
Maria
Antonieta Bastos Alentado
28-02-2024
Quero
morrer
Estou
farta desta vida de merda
Quando
eu partir deixa-me seguir em paz
Não
me persigas
Deixa-me
de vez e talvez eu consiga lá chegar
Vou
matar a vida
Nunca
será a vida a matar-me
Eu,
Sou
muito mias forte
Eu,
serei sempre EU
Forte
Inteligente
Meiga
Tranquila
Teimosa
às vezes
Amiga
do seu amigo
Pronta
a ajudar.
Eu,
a outra que sem ser feliz, vivia
Agora
quero viver, mesmo sem felicidade.
Maria
Antonieta Bastos Alentado
09-02-2024
Chama-me
de amor
E
diz que me amas
Diz
que sentes saudades dos meus lábios nos teus
Das
nossas línguas unidas num amor infinito
Chama-me
de amor
E
ama-me com fervor
Preciso
tanto de ti!
Nem
imaginas o quanto!...
Maria
Antonieta Bastos Alentado
08-02-2024
Não
me disseste adeus
Nem
sequer me convidaste
Até
talvez não aceitasse
Também
tu, fizeste o mesmo
Partiste
e eu fiquei sem ti
Sem
o teu beijo ou o teu abraço
Aos
poucos todos me deixam
Sem
se despedirem
E
eu fico
Fico
sentada nos bancos de pedra branca
Do
Terreiro do Paço
Pode
ser que as joaninhas voltem
Talvez…
Talvez
até me beijem e abracem
O
Tejo vai e vem
Os
cacilheiros flutuam de cá para lá e de lá para cá
Pensativa
e depressiva aguardo
O
cheiro da maresia costuma fazer milagres
Mas
não, desta vez, não há milagre possível
Apenas
me resta o fim.
Maria
Antonieta Bastos Alentado
01-02-2024
A minha face não
enrugou
Apenas os meus
lábios estão velhos
Cansados das
palavras oprimidas
Cansados dos
beijos não dados
A face sorri com
as lágrimas retidas
Os olhos cada dia
mais pequenos
Entristecerem no
tempo que passou
E nos sorrisos
escondidos
Era vergonha
Era incerteza
Era falta de
confiança
Era a outra que
havia em mim
Agora… agora…
agora…
Nada a fazer
Suportar a vida
que Deus me quis dar
Coxear tombando
Mesmo com a Maria
ajudando
E a cabeça, meu
Deus, porquê?
Perdi-a não sei
onde
Quero reencontrá-la
e voltar a ser
Sim, voltar a ser
a pessoa inteligente e esperta que era
Ainda não era
dito, e eu, já sabia o que aí vinha
Fosse qual fosse o
tema, eu sabia
Sabia… já nada sei
Desta vez,
perdi-me mesmo, sem querer
Perdi-me sem me
perder, apenas, perdendo-me.
Já nada existe em
mim, para além de um corpo
Gasto, tombado,
sem forças, mas com alma
Alma que sofre ao
perceber que já não sou
O que ficou
perdido, esquecido
O que já não sou,
nem conseguirei voltar a ser.
Obrigada, meu
Deus, por ainda SER!
Maria Antonieta Bastos
Alentado (Oliveira)
30-01-2024
Luzes
brilhantes, gritos
Alegria
no ar
Sons
estridentes
Estrelinhas
imaginárias
Amizade,
união
Famílias
em comunhão
E
Dois
velhos solitários
Brindam
o novo ano.
Maria
Antonieta Alentado Oliveira
01-01-2024
Estou
desiludida!
Eu
sei que já não sou da família, mas para mim, será sempre da minha família,
embora o nosso sangue seja diferente. Eu sei, que são quatro e não seis, mas
também sei, que amanhã estará aqui connosco, porque para mim isso faz sentido, é
o pai dos meus netos, mas nós, já nada somos, apenas uns velhos que de vez em
quando fazemos falta e estamos, estamos sempre cá.
Talvez
esta minha desilusão esteja mais sentida, porque estou mais frágil, muito mais
frágil, quem te viu e quem te vê. Enfim, desta vez fui eu, Deus quis pôr-nos à prova
e tu, provaste que eras capaz, tal como eu fui quando precisaste de mim.
Um
AVC isquémico, mas que deixou marcas fortes, uma depressão, uma grande
depressão, e, de um dia para o outro deixei de saber fazer quase tudo, até de
andar, de escrever o meu próprio nome, comecei a cair com facilidade, sem poder
virar a cara, pois esse era um dos pontos fracos para a queda, passinhos de
bebé e pela mão de alguém, andar para trás em vez de andar para a frente,
desorientação e perda. Dois meses de medicação e REIKI e estou quase como era. Muito
esquecida, sim, estou muito mais esquecida, mas enfim, se for só isto, está tudo bem.
Obrigada
meu amor, que me ajudaste em tudo.
Obrigada,
minha Nossa Senhora de Fátima que de novo ouviste as minhas preces.
Obrigada,
meu Deus, pois sem vós, se calhar já não estaria a escreves estas palavras.
Obrigada!
Obrigada!
Obrigada!
24-12-2023
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
Não
sei dizer palavras caras
Daquelas
que nem todos entendem
Os
meus pais eram pobres
Só
me ensinaram humildade e respeito
Palavras
simples mas honestas
Tal
como eles eram
Não
tenho “canudos” de doutores
Esses
ficaram para os médicos
Que
tanto trabalho tiveram comigo
Nem
canudos nos cabelos
Sempre
foram lisos, escorreitos
As
minhas palavras simples
As
que todos entendem
Saem
do coração
Ditadas
pela alma sentida
Estas
são verdadeiras
São
as minhas
Simples
e humildes
Como
me ensinaram a ser.
24-12-2023
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
Não
me peçam para ser boa
Estou
farta de ser palhaço
Todos
felizes, ou talvez, como eu, a fingir
Feliz?!
Felicidade?!
Não
sei o que isso é!
Nunca
fui feliz!
Abraços
desabraçados
Beijos
por beijar
Sorrisos
falsos
Palavras
elogiosas sem sentido
Tanta,
mas tanta falsidade
Somos
cinco, ou seis, depende
Apenas
e mais ninguém
Tudo
ou todos os outros são vermes
Serpentes
venenosas que me seguem
Perseguem
os meus sonhos
Aqueles
que nunca tive nem terei
Estou
cansada da vida!
Maria
Antonieta Oliveira
11-12-2023
Não
quero prémios
Quero
palavras de amor
Quero
poesia com sinceridade
E
os prémios
Que
sejam a amizade
Quero
abraços apertados
No
calor de um encontro
Quero
beijos nunca dados
Mas
senti-los como ontem
Quero
ser feliz, e não sou
Nunca
fui, nunca serei
Não
quero prémios comprados
Quero
comprar felicidade!
Maria
Antonieta Oliveira
08-12-2023
O
sol escondia-se envergonhado
A
nuvem passava devagar
Não
queria que ele se apercebesse
Mas
o sol esperto, continuava passando com a nuvem
E
naquele momento apenas ela brilhava
Ao
olhar dele que a amava
Ela
cansada mas feliz
Deixava-se
ficar na sombra do sol
Escondido
por detrás da nuvem passante.
Maria
Antonieta Oliveira
20-11-2023
2023,
principalmente o ultimo semestre, foi um ano para esquecer, pior do que o da
COVID, mas isso pouco importa à maioria dos meus “amigos” do Facebook, pois a
maioria nem sei que são, nem nunca sequer nos cumprimentamos com um bom dia ou
boa tarde.
Neste
momento estou a viver uma fase, na saúde, a nível neurológico, que me limita um
pouco naquilo que eu tanto gostava, mas isso é o menos, estou aqui e é o que
importa, a quem se importa comigo. Isto, lembra-me um ditado antigo em que dizem
que é nas prisões e nos hospitais que se reconhecem os verdadeiros amigos,
concordo, já tive essa prova em 2015 aquando da doença do meu marido, assim
será agora. Aqueles que considero amigos, todos sabem como me contactar, os
outros, também não fazem falta.
Gosto
de pessoas coerentes, amigas do seu amigo, sinceras, unidas, com simplicidade,
sem egos e vaidades. Se eu quisesse também tirava fotografias a todos os
prémios que tenho recebido, alguns, apenas mesmo, em papel. Muitos outros que
NÃO quis receber, tinha que pagar o diploma, mais a medalha, mais não sei o quê
e era a melhor, não, não sou a melhor nem a pior, sou o que sou, como qualquer
um de nós, cada um à sua maneira escreve e sabe porque escreveu o que escreveu,
ninguém é superior a ninguém.
Com
estas fotos termino o meu ano de 2023, andarei por aqui pouquíssimas vezes,
pois fico demasiado cansada com o que leio. Cumprirei todos os compromissos
assumidos, inclusive, alguns livros já na editora e que serão lançados no
início do ano.
Enquanto
puder continuarei sendo eu.
Para
todos vós, desejo muita SAÚDE, paz, amor, paciência, respeito, união, verdade e
sobretudo sejam vocês mesmos sem ofenderem os que vos rodeia.
VIVAM
A VIDA, POIS ELA SEM ESPERARAMOS, PREGA-NOS PARTIDAS!
SEJAM
FELIZES!
SANTO
E FELIZ NATAL!
BOM
ANO DE 2024!
Maria
Antonieta Bastos Alentado de Oliveira
14
de Novembro de 2023
Não
tenho irmãs
Não
tenho primas
Não
tenho amigas
Não
tenho filha
Não
tenho neta
Não
tenho ninguém com quem falar
Porque
morreu tudo antes de mim?
Ninguém
morreu, tu é que morreste para elas
Só
ouço…ouço… ouço…
E
a mim quem me ouve?!
Quem
me aconselha?!
Ninguém!
Só
existo eu e eu!
Maria
Antonieta Oliveira
Fim
de Outubro de 2023
A
vida passou
E
eu, deixei-a passar
Não
lhe pus um travão
Pensava
que jamais acabava
As
dores foram mais do coração
Do
que do corpo
Mas,
As
depressões quase que nasceram no dia em que nasci
E
acompanharam-me pela vida fora
E
agora?
Agora,
são 75 anos de acumulação
De
segredos só meus
De
degredos que vivi
De
sonhos que não realizei
E
agora?
Agora
choro e riu sem vontade
Disfarço
a vida
E
a vida passa disfarçando…
Maria
Antonieta Oliveira
Fim
de Outubro de 2023
Tenho
saudades!
Saudades
de quem já partiu!
Saudades
de quem está longe!
Saudades
dos amigos verdadeiros e dos nossos abraços!
Saudades
de quem amo!
Tenho
saudades!
Muitas
saudades de voltar!
E
vou voltar
Eu
acredito!
Eu
Creio!
Serei
outra, serei
Mas
serei eu.
Já
não preciso do cordão para me segurar
Mas
ainda preciso de tanto para voltar.
Nossa
Senhora de Fátima tem ouvido as minhas preces
E
eu, CREIO!
Maria
Antonieta Oliveira
19-10-2023
Queria
descrever o que sinto, mas não sei como.
Queria
descrever o que penso, mas não sei como.
Sei
que vos amo a todos
Amo-te,
meu querido marido
Amo-te,
minha querida filha
Amo-te,
meu querido neto Rafael
Amo-te,
minha querida neta Francisca
Amo,
quem me ama e,
Amo
também quem não me ama.
Não
quero ficar dependente de ninguém
Quero
continuar a andar, mesmo que devagar
Quero
continuar a falar, mesmo que me engasgue
Quero
continuar a escrever, mesmo com erros, o Word corrige
Quero
continuar a saber quem sou e quem me rodeia
Quero
ser amada e feliz como nunca fui antes
Quero
viver a vida que não vivi
Quero
um simples beijo, um simples abraço
Suplico
Mas
que raio de mulher sou que nem isso mereço
Vem
de pezinhos de lã para que não o ouça e vai
E
o meu beijo? E o meu abraço?
Já
lhe foi dito que era melhor do que qualquer medicamento
Mas
não os tenho, não os mereço
O
que estou eu afinal a fazer aqui?!
Não
presto para nada, só dou trabalho
Vou
pensar bem na minha vida
Já
nada me prende aqui
Ninguém
precisa de mim
Só
tu, meu amor, mas estou a dar-te muito trabalho
E
levo-te comigo
De
mão na mão iremos juntos até ao fim
Mas,
eu não queria, eu não quero isso
Eu
preciso de carinho e de amor, e só tu mo dás
Rafael
e Francisca, o que vos fiz que não vos mereço?!
Esqueceram-se?
Pois é, infelizmente hoje em dia é assim, só nos lembramos quando precisamos.
Será que fui má avó?! Penso que não, fiz tudo o que podia para vos fazer feliz.
Carla,
esfria a tua frieza, aquece o teu coração e dá-me um pouco de amor
Sei
que pouco me falta para viver, depois…
Depois
não chorem por mim, nem se arrependam do que não fizeram
Não
quero flores, quero AMOR
Maria Antonieta Oliveira
12-10-2023